GOVERNO DE ALAGOAS – Digitais desvendam identidade de homem que utilizava documento adulterado

Caso é investigado pelo IML de Arapiraca; trabalho da equipe de papiloscopia permitiu identificar suspeito que portava documento com dados reais de outra pessoa

Impressões digitais descartaram primeira hipótese no caso

Ascom Polícia Científica

Pedro Sales / Ascom Polícia Científica

O trabalho de identificação humana realizado pela
equipe do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca foi fundamental para
esclarecer a verdadeira identidade de um homem que morreu após ser apontado
como suspeito do assassinato de um empresário na cidade.

 

O caso chamou a atenção dos peritos porque o corpo
chegou ao instituto portando um documento com dados legítimos, mas que havia
sido adulterado com a substituição da fotografia.

As inconsistências foram percebidas durante os
procedimentos de identificação realizados no IML.

Ao confrontarem as informações
do documento com os registros disponíveis nos sistemas oficiais, os peritos
constataram indícios de que a identidade apresentada não correspondia ao homem
morto. A partir daí, teve início um trabalho de investigação papiloscópica que
levou à descoberta da identidade verdadeira do suspeito.

A análise preliminar revelou que o documento
possuía dados legítimos e pertencia a uma pessoa real. No entanto, a fotografia
havia sido substituída pela imagem do homem morto, indicando o uso de uma
identidade falsa.

Sem uma identificação confirmada, os profissionais
da Polícia Científica iniciaram uma série de diligências para descobrir quem
era, de fato, o indivíduo que havia chegado ao instituto.

Impressões digitais descartaram primeira
hipótese

No decorrer das investigações, um prontuário foi
encaminhado ao IML por equipes envolvidas na apuração do caso. As informações
presentes no documento indicavam uma possível correspondência com o homem morto.

A hipótese, porém, foi descartada após a análise
papiloscópica.

“Quando confrontamos as impressões digitais
do cadáver com as do prontuário encaminhado para análise, percebemos que não se
tratava da mesma pessoa. Foi essa divergência que nos mostrou que precisávamos
seguir por outro caminho investigativo”, explicou Juarez Lima,
papiloscopista do Instituto de Identificação.

Apesar de não confirmar a identidade procurada, o
prontuário forneceu pistas de que ajudaram a direcionar as buscas por novos
registros capazes de esclarecer o caso.

Registro localizado em São Paulo confirmou
identidade

O avanço decisivo ocorreu quando informações
encontradas em um processo judicial apontaram para uma possível ligação do
investigado com o estado de São Paulo.

A partir desses dados, foi solicitado
apoio para a localização de registros que pudessem auxiliar na identificação.

A busca resultou na obtenção de um prontuário
compatível com as características investigadas. A comparação das impressões
digitais permitiu confirmar, de forma definitiva, a verdadeira identidade do
homem.

“Quando recebemos o prontuário paulista,
conseguimos fazer a confrontação necessária e confirmar a identidade
verdadeira. A papiloscopia tem justamente essa função: estabelecer a identidade
de forma científica, independentemente das informações ou documentos
encontrados com a pessoa”, afirmou Juarez Lima.

O papel da papiloscopia

Segundo os levantamentos realizados durante a
investigação, o suspeito utilizava um documento adulterado pertencente a outra
pessoa. Embora todos os dados cadastrais fossem legítimos, a fotografia havia
sido substituída, dificultando sua identificação após a morte.

“O documento era autêntico e os dados
pertenciam a uma pessoa real. O problema estava justamente na fotografia
substituída. Sem a confirmação pelas impressões digitais, a identificação
poderia ter seguido um caminho equivocado”, destacou o papiloscopista.

Para a Polícia Científica, o caso demonstra a
importância dos exames de identificação humana e do cruzamento de informações
entre diferentes bases de dados. O trabalho técnico realizado pela equipe do
IML permitiu estabelecer, com segurança científica, a verdadeira identidade do
homem e garantir a confiabilidade das informações produzidas durante a
investigação.


FONTE: Governo de Alagoas

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