
GOVERNO DE ALAGOAS – Nutricionista do HGE orienta como evitar intoxicação alimentar e alerta para riscos da má conservação dos alimentos
Higiene inadequada, armazenamento incorreto e consumo de alimentos contaminados estão entre as principais causas de infecções alimentares
Armazenamento correto e refrigeração adequada ajudam a evitar a proliferação de bactérias nos alimentos
Natália Lessa / Ascom HGE
Thallysson Alves / Ascom HGE
A intoxicação alimentar continua
sendo um dos problemas de saúde mais comuns registrados nas unidades
hospitalares. Isso acontece especialmente em períodos de altas temperaturas,
quando alimentos perecíveis ficam mais suscetíveis à proliferação de bactérias,
vírus e fungos.
Carolina Wanderley, nutricionista
do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, explica que a doença é causada
pela ingestão de água ou alimentos contaminados, e pode provocar sintomas como
náuseas, vômitos, diarreia, febre, dores abdominais e desidratação. Em casos
graves, pode levar à internação hospitalar.
“Os cuidados com higiene e
armazenamento são fundamentais para prevenir a contaminação. Alimentos mal
acondicionados ou manipulados de forma inadequada favorecem a proliferação de
microrganismos como Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. A temperatura
inadequada é um dos principais fatores de risco. Alimentos perecíveis não devem
permanecer por muito tempo fora da refrigeração, principalmente carnes, leite,
ovos e refeições prontas”, explica a nutricionista.
Segundo dados da Organização Mundial
da Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas são vítimas anualmente por
doenças transmitidas por alimentos no mundo. No Brasil, milhões de casos de
gastroenterites e infecções alimentares são registrados todos os anos,
especialmente em períodos de calor intenso. Carolina alerta que a contaminação
pode ocorrer em qualquer etapa da cadeia alimentar, desde a produção até o
preparo doméstico.
“Estudos do Ministério da Saúde
apontam que grande parte dos casos ocorre dentro das residências, devido a
falhas de higiene e conservação inadequada dos alimentos. Desse modo, eu
recomendo que as pessoas lavem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos;
higienizem frutas, verduras e legumes com solução adequada, como hipoclorito de
sódio; evitem consumir carnes, ovos e frutos do mar crus ou mal cozidos;
mantenham os alimentos refrigerados em temperaturas adequadas; não consumam
produtos com cheiro, cor ou aparência alterados; evitem recongelar alimentos já
descongelados; e observem a validade e a integridade das embalagens”, orientou
Wanderley.
A nutricionista do HGE também
destaca a importância de evitar a chamada “zona de perigo”, faixa de
temperatura entre 5°C e 60°C, considerada ideal para multiplicação de
bactérias. Ela enfatiza que, quanto mais tempo o alimento permanece nessa
faixa, maior o risco de contaminação.
“Os sintomas costumam surgir poucas
horas após o consumo do alimento contaminado, mas podem variar conforme o
agente causador. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com baixa imunidade
estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações. Em situações mais
severas, a intoxicação pode provocar desidratação intensa, insuficiência renal
e até alterações neurológicas”, atentou a profissional da saúde.
Ao apresentar sintomas
persistentes, febre alta, sangue nas fezes ou sinais de desidratação, a
orientação é procurar imediatamente atendimento médico. Em Alagoas, os
pacientes podem buscar assistência nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs),
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), unidades mistas e hospitais regionais.
“Entretanto, o melhor é sempre
reforçar os cuidados principalmente em períodos festivos, nas viagens e nos
períodos de altas temperaturas. Se pensa em comprar o alimento de um ambulante,
por exemplo, observe quando foi feito, como ele está acondicionado, se há o
risco do contato de insetos etc. No menor risco, evite o consumo”, pontuou a
servidora do HGE.
FONTE: Governo de Alagoas









