BRASIL – Estudo internacional revela impacto do bullying no desempenho escolar dos estudantes brasileiros

O bullying tem sido apontado como um fator determinante no desempenho escolar dos estudantes brasileiros, de acordo com o Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (Timss), divulgado recentemente. A pesquisa revelou que os alunos que relataram sofrer bullying apresentaram resultados até 72 pontos abaixo daqueles que nunca passaram por essa situação.

O bullying é caracterizado por atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, com o objetivo de intimidar ou agredir a vítima. Essas ações causam dor e angústia, podendo ser perpetradas por uma ou mais pessoas contra um indivíduo ou grupo, geralmente com um desequilíbrio de poder evidente.

Dentre as formas de violência incluídas no bullying estão apelidos pejorativos, expressões preconceituosas, isolamento social, insultos e até mesmo agressões físicas. Essas práticas podem ocorrer não só no ambiente escolar, mas também no mundo digital, através das redes sociais e em outros espaços.

Os resultados do Timss mostram que, no Brasil, 24% dos alunos do 4º ano relataram sofrer bullying, obtendo pontuações consideradas abaixo do nível baixo em matemática e ciências. Por outro lado, os estudantes que afirmaram não ter sido vítimas desse tipo de violência apresentaram pontuações superiores, demonstrando a influência negativa do bullying no desempenho escolar.

Além disso, a pesquisa apontou que mais de metade dos estudantes brasileiros não possuem conhecimentos básicos de matemática e cerca de um terço não possui o conhecimento mínimo em ciências, colocando o país abaixo da média internacional nesses quesitos.

Diante desse cenário, a Lei 13.185/2015, em vigor no Brasil, prevê medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate ao bullying, destacando a importância de as instituições de ensino garantirem um ambiente seguro e livre desse tipo de violência.

O Brasil aderiu ao Timss em 2022, realizando a primeira aplicação da pesquisa em 2023, o que permite comparações com outros países e uma avaliação do desempenho dos estudantes ao longo do tempo. A participação de mais de 44.900 estudantes brasileiros no estudo evidencia a relevância desse tema para a educação no país.