BRASIL – Inauguração de espaço de acolhimento zera demanda de afegãos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Novo espaço de acolhimento para migrantes na região metropolitana de São Paulo encerra acampamento de afegãos no Aeroporto de Guarulhos

A inauguração da Casa do Migrante Terra Nova III marcou o encerramento do acampamento de afegãos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Com a capacidade para acolher até 150 pessoas, o novo espaço foi oficialmente inaugurado na manhã de hoje (4), mas já estava em funcionamento há mais de duas semanas, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social.

A situação de afegãos acampados no aeroporto vinha se arrastando desde o início de março, mas agora, segundo autoridades locais e o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), não há mais afegãos vivendo no aeroporto. Fábio Cavalcante, secretário de Desenvolvimento e Assistência Social de Guarulhos, comemorou o encaminhamento dos migrantes para o novo espaço, destacando que a rede de acolhimento tem conseguido absorver a média de chegadas.

Desde a tomada de poder pelo Talibã em 2021, milhões de afegãos têm fugido do país em busca de segurança. O Brasil se tornou um destino para parte deles, com a autorização de visto temporário e residência por razões humanitárias em setembro de 2021. Nos últimos dois anos, cerca de 6 mil migrantes passaram pelo Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante no aeroporto, sendo a maioria afegãos.

Com um investimento total de R$ 5 milhões por ano, a Casa do Migrante Terra Nova III não atenderá apenas afegãos, mas também outras situações de calamidade pública e emergências no acolhimento de migrantes, refugiados, solicitantes de refúgio e vítimas de tráfico de pessoas. O local oferece suporte para até três meses, podendo ser estendido conforme cada caso.

A inauguração do novo espaço aumentou para 350 a capacidade total de acolhimento oferecida pelo governo de São Paulo, que conta também com duas casas de passagem e oito repúblicas para atender migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano. A reportagem entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, mas até o momento não obteve retorno.