GOVERNO DE ALAGOAS – Da assistência ao esclarecimento de crimes: o papel da enfermagem na perícia forense em Alagoas

Na Semana da Enfermagem, Polícia Científica destaca o empenho de profissionais que unem rigor científico e sensibilidade para produzir provas e acolher famílias

Ascom Polícia Cientifica

Aarão José e Pedro Sales / Ascom Polícia Científica

Nos bastidores da
perícia criminal, existe um protagonismo silencioso, especializado e
fundamental para a busca pela verdade: o da enfermagem forense. Na Polícia
Científica de Alagoas, enfermeiros, técnicos e auxiliares desempenham essa
missão que integra conhecimento biológico, assistência e responsabilidade
pericial, contribuindo diretamente para a robustez das evidências e o sucesso
das investigações.

 

Ainda pouco conhecida
pelo grande público, a enfermagem forense prova que o zelo com a vida se
estende também ao campo jurídico. Distante da rotina clínica convencional,
esses profissionais desenvolvem suas atividades nos Institutos Médicos Legais
(IMLs), em exames de necropsia, perícias de lesões corporais, coleta de
amostras biológicas e na rigorosa preservação da cadeia de custódia de
vestígios.

 

Para o técnico
forense Mariel Monteiro, lotado no IML de Arapiraca, o exercício profissional
exige qualificação e profunda sensibilidade humana diante de cenários
delicados. Ele ressalta que a coleta minuciosa de materiais biológicos pode
alterar drasticamente o curso de um inquérito.

 

“Nossa função demanda
ética e empenho absoluto com o serviço. Cada procedimento é único e exige o
máximo para que o fato seja esclarecido à Justiça por meio da ciência. Realizamos
coletas para exames de toxicologia e alcoolemia, por exemplo, que são
determinantes para os rumos da investigação. É um elo vital do processo”,
explica.

 

Monteiro pondera que
a graduação em enfermagem refina a observação durante as perícias. Saberes em
anatomia, fisiologia e Atendimento Pré-Hospitalar (APH) facilitam a
identificação de lesões e a compreensão dos mecanismos envolvidos em cada
ocorrência. “Essa formação enriquece o cotidiano, permitindo detectar nuances
que a experiência ambulatorial nos proporcionou”, pontua.

 

Acolhimento no
ambiente pericial

 

Além do rigor
metodológico, a categoria imprime ao setor pericial um olhar humanizado,
essencial no acolhimento de familiares em momentos de dor. A contribuição
desses servidores reside na capacidade de suavizar um contexto marcado por
forte carga emocional, oferecendo empatia e suporte no contato com o público.

 

A técnica forense
Núbia Tavares, que atua no IML de Maceió, estaca que a enfermagem forense
representa o ponto de encontro entre o cuidado e a responsabilidade de
apresentar respostas dentro da persecução penal.

 

“Encontramos neste
segmento pericial o caminho para unir ciência e justiça, zelando pelos
vestígios e atendendo as famílias enlutadas. Mais do que auxiliar na produção
de provas, colaboramos para a elucidação da verdade”, afirma Tavares, que
também possui formação como enfermeira.

 

Semana da Enfermagem

 

Entre os dias 12 e 20
de maio, celebra-se a Semana da Enfermagem — período delimitado pelo Dia do
Enfermeiro (12) e pelo Dia Nacional do Técnico e Auxiliar de Enfermagem (20). O
perito-geral da Polícia Científica, Kleber Santana, destaca que lidar
diariamente com situações de violência e acidentes exige atualização constante
e equilíbrio psicológico.

 

“Na rotina das
unidades de medicina legal, cada detalhe observado pode se transformar em
peça-chave para solucionar um crime. É justamente nesse encontro entre a
exatidão técnica e a sensibilidade humana que a enfermagem potencializa as
atividades desenvolvidas pela Polícia Científica”, parabenizou o perito-geral.

 

Atualmente, a Polícia
Científica de Alagoas conta com 30 técnicos forenses efetivos em seus quadros.
Aprovados em concurso público, os servidores estão distribuídos
estrategicamente entre os IMLs da Capital e do Agreste, assegurando a cobertura
pericial em todo o estado.


FONTE: Governo de Alagoas

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