
BRASIL – Anúncios ilegais nas redes sociais miram o STF e o Ministério da Justiça, revela pesquisa do NetLab/UFRJ.
A maioria desses anúncios continha fraudes (810), além de ataques diretos (103) e exploração indevida das imagens dos ministros e das instituições para vender produtos e serviços (68). Os ministros mais citados nos anúncios fraudulentos foram Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, enquanto Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, foi alvo de uma campanha específica contra sua indicação ao STF.
A pesquisa revelou que foram investidos pelo menos R$ 85.510,58 em 13 estados diferentes para promover esses conteúdos. Além disso, foram identificadas 99 páginas e perfis responsáveis pela veiculação dos anúncios, incluindo páginas como Direita Sempre e Patriotas Unidos. Homens com mais de 45 anos foram o público predominante que recebeu esses anúncios, seguidos por mulheres entre 18 e 34 anos.
O NetLab alertou para o uso de técnicas de microsegmentação que permitem uma seleção precisa do público-alvo dos anúncios, facilitando golpes e fraudes. O pesquisador do NetLab, Carlos Eduardo Barros, destacou a importância das plataformas digitais em verificar e impedir a veiculação de anúncios ilegais. Ele ressaltou que é fundamental garantir a segurança dos usuários e a transparência nas políticas de publicidade.
Em resposta às descobertas da pesquisa, a empresa Meta destacou que está trabalhando para combater atividades fraudulentas em suas plataformas e cooperando com as autoridades brasileiras. A empresa ressaltou a importância de as pessoas denunciarem conteúdos que violem suas políticas. A questão da regulamentação do setor foi salientada como urgente pelos pesquisadores, visando coibir fraudes online e garantir a integridade das plataformas digitais.









