GOVERNO DE ALAGOAS – Fogueiras juninas exigem atenção às normas ambientais e de segurança

Supressão irregular de vegetação nativa pode configurar infração administrativa e crime ambiental, sujeito à aplicação de multas e outras penalidades

A fogueira pode continuar fazendo parte da tradição nordestina sem causar prejuízos ao meio ambiente

Divulgação

Iara Melo / Ascom IMA/AL

Símbolo das festas juninas e tradição presente há séculos na cultura
popular brasileira, as fogueiras seguem ocupando lugar de destaque nas
comemorações das festas de Santo Antônio, São João e São Pedro. Em Alagoas, a
prática continua reunindo famílias e comunidades em torno de uma das expressões
mais representativas do período. Entretanto, a montagem e o uso das fogueiras
devem seguir normas ambientais e medidas de segurança que garantam a
preservação do meio ambiente.

 

Para evitar impactos
à vegetação nativa, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) orienta o
uso de madeiras provenientes de podas ou espécies exóticas, ou seja, aquelas
que não são nativas do estado, como o eucalipto, por exemplo.

 

A supressão irregular
de vegetação nativa pode configurar infração administrativa e crime ambiental,
sujeito à aplicação de multas e outras penalidades. Também é proibido realizar
cortes de árvores em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como margens de
rios, lagoas e nascentes.

 

“Ao adquirir lenha,
deve-se dar preferência a fornecedores regularizados e a estabelecimentos que
comercializam fogueiras já prontas ou madeira com origem conhecida. Outro ponto
importante é verificar a legislação do seu município. Algumas prefeituras possuem
regras específicas sobre o uso de fogueiras em áreas urbanas, incluindo
restrições de local e tamanho”, declara o consultor ambiental da gerência de
fauna e flora do IMA/AL, Rivis Oliveira.

 

Cultura e responsabilidade ambiental

 

Símbolo de união e
celebração nas festas juninas, a fogueira pode continuar fazendo parte da
tradição nordestina sem causar prejuízos ao meio ambiente. Com o uso de madeira
de origem legal, respeito às normas ambientais e adoção das medidas de
segurança recomendadas, é possível preservar uma manifestação cultural de forma
mais sustentável e consciente.


FONTE: Governo de Alagoas

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