
BRASIL – Divergências sobre mamografia: autoridades recomendam exame aos 50 anos, mas entidades médicas defendem início aos 40. ANS busca consenso.
Essa controvérsia ganhou destaque após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abrir uma consulta pública sobre a atualização do Manual de Boas Práticas em Atenção Oncológica. A ANS, responsável por fiscalizar os planos de saúde, propõe seguir o protocolo do Inca, que estabelece a mamografia de rastreio a partir dos 50 anos.
No entanto, entidades médicas alertam que adiar o início do rastreamento pode resultar em diagnósticos mais tardios, o que pode impactar negativamente no tratamento do câncer de mama. A mastologista Rosemar Rahal ressalta a importância do rastreamento organizado como forma eficaz de reduzir a mortalidade pela doença.
Por outro lado, o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, argumenta que estudos científicos não mostraram benefícios significativos na realização da mamografia em mulheres abaixo dos 50 anos. Ele ressalta a necessidade de equilibrar os benefícios do rastreamento com possíveis danos à saúde.
A discussão sobre a idade e periodicidade da mamografia de rotina levantou preocupações sobre a cobertura dos planos de saúde. Apesar da ANS esclarecer que o manual de certificação não interfere no rol obrigatório de cobertura, a mastologista Rosemar Rahal teme que a adesão ao protocolo do Inca possa resultar em restrições no acesso ao exame.
Diante desse cenário, a ANS se comprometeu a analisar as contribuições recebidas na consulta pública e a agendar reuniões com entidades médicas para discutir os critérios de rastreamento. A busca por um consenso em relação à idade e periodicidade da mamografia de rastreio continua sendo um desafio para o sistema de saúde.









