
BRASIL – Estudo revela que estratégias de comunicação não são suficientes para combater arboviroses, aponta Unicef e Takeda em nova pesquisa.
De acordo com Luciana Phebo, chefe de saúde do Unicef no Brasil, existe uma diferença entre o que as pessoas dizem que fazem e os hábitos que de fato incorporam em sua rotina diária. O estudo organizou esses fatores em três níveis: psicológico, sociológico e estrutural. No nível psicológico, aspectos como histórico de infecção, percepção de risco e esforço para adotar práticas preventivas influenciam o comportamento das pessoas. Já no nível sociológico, a organização coletiva e a influência da comunidade são pontos-chave para a adesão às medidas de prevenção. Por fim, os fatores estruturais, como a falta de infraestrutura urbana e a atuação dos agentes de saúde, também foram destacados como determinantes.
Diante dessas descobertas, o estudo sugere algumas recomendações para aumentar a eficácia das campanhas de prevenção. Entre elas, está a associação do controle vetorial a comportamentos já vistos como desejáveis pela população, a ênfase na percepção de risco, especialmente em relação às crianças, a redução de custos e esforços associados às práticas preventivas e o investimento em melhorias na infraestrutura e na limpeza urbana. Além disso, a pesquisa ressalta a importância do engajamento comunitário e da realização de ações que incentivem mudanças de comportamento.
A chefe de saúde do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, destaca a importância de garantir um ambiente livre de doenças para as crianças e ressalta que os achados do estudo podem contribuir para a implementação de políticas públicas eficazes de combate ao Aedes aegypti. Portanto, é fundamental que as autoridades e a comunidade em geral se engajem nessas recomendações a fim de reduzir a incidência de arboviroses e promover um ambiente mais saudável para todos.









