AMA – Municípios devem ficar atentos às novas regras para rastreamento de emendas da STN

Municípios devem ficar atentos às novas regras para rastreamento de emendas da STN

Municípios devem ficar atentos às novas regras para rastreamento de emendas da STN
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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama atenção dos gestores municipais para a Nota Técnica SEI 2916/2026/MF, que estabelece diretrizes atualizadas para o registo e a identificação de recursos provenientes de emendas parlamentares na contabilidade pública. Com a medida, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pretende aprimorar a transparência fiscal e orçamentária, padronizar procedimentos e fortalecer o controle sobre a execução orçamentária e financeira de Estados e Municípios. https://thot-arquivos.tesouro.gov.br/publicacao-anexo/28106

Segundo a STN, o foco especial é no envio de dados por meio da Matriz de Saldos Contábeis (MSC) pelo Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), que impactam diretamente a atuação de gestores e órgãos de controle interno em todo o país.

A Confederação avalia que, embora a medida represente avanço, em termos de transparência e controle, sua implementação traz desafios relevantes para os Municípios. Entre as principais preocupações da entidade estão a necessidade de adequação dos sistemas contábeis, muitos ainda não preparados para suportar o nível de detalhamento exigido; a dificuldade de integração entre os setores envolvidos no processo; e o risco de inconsistências no envio de dados ao Siconfi.

Mudanças
O documento da STN reitera a obrigatoriedade da utilização do Código de Acompanhamento da Execução Orçamentária (CO), já empregado pelos Municípios. Este código é considerado um instrumento essencial para rastrear os recursos oriundos de transferências vinculadas a emendas parlamentares, permitindo acompanhar a sua origem e aplicação ao longo de todo o ciclo orçamentário. Com tal prática, espera-se um aumento substancial na confiabilidade e na comparabilidade das informações fiscais.

A principal inovação trazida pela publicação é a criação da Informação Complementar “Emenda Parlamentar – EP”, instituída pela Portaria STN 636/2026. Este novo mecanismo permitirá identificar despesas que foram incluídas diretamente no orçamento por meio de emendas parlamentares, complementando o uso do CO. Enquanto o CO foca no rastreamento das transferências recebidas, o EP identificará a origem da despesa no próprio orçamento do ente. A obrigatoriedade do envio desta nova informação entrará em vigor a partir de 2027.
https://in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-stn/mf-n-636-de-10-de-marco-de-2026-692097870

Na publicação, a STN enfatiza que ambos os mecanismos são complementares e devem ser utilizados de forma integrada para garantir uma rastreabilidade mais abrangente dos recursos públicos. Outro ponto relevante esclarecido pela nota da Secretaria é que, em regra, os recursos provenientes de emendas parlamentares não podem ser computados para fins de cumprimento dos mínimos constitucionais em saúde e educação, salvo exceções previstas em lei.

Orientação da CNM
Diante das mudanças, a CNM orienta que os gestores municipais iniciem, desde já, a adequação dos seus sistemas contábeis e orçamentários, a revisão de seus processos internos, promovam a integração entre as áreas envolvidas e invistam na capacitação técnica das equipes, a fim de assegurar a conformidade com as novas exigências. O objetivo é garantir a conformidade com as novas exigências e evitar futuras inconsistências.

Da Agência CNM de Notícias


Fonte: Associação dos Municípios Alagoanos
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