BRASIL – Confirmadas duas mortes por febre oropouche na Bahia: mulheres jovens foram vítimas da infecção transmitida por mosquito.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou a ocorrência de duas mortes causadas pela febre oropouche, uma doença viral transmitida pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (Orov) através da picada de mosquitos. Após análises realizadas pela Câmara Técnica de Análise de Óbitos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica estadual, foi constatado que duas mulheres, uma de 21 anos residente em Valença (BA) e outra de 24 anos de Camamu (BA), não resistiram à infecção.

Ambas as vítimas não apresentavam comorbidades, o que reforça a gravidade do quadro clínico da doença. Os sintomas incluíram febre, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, vômitos, entre outros, evoluindo para sinais mais graves como sangramentos e queda abrupta de hemoglobina e plaquetas no sangue. O diagnóstico só foi confirmado após a realização de exames detalhados para identificar a causa do óbito.

O Ministério da Saúde está investigando mais uma morte suspeita de febre oropouche em Santa Catarina, o que levanta preocupações sobre a propagação da doença pelo país. Em 2023, foram registrados 832 casos da doença, um número que saltou para 7.236 em 2024, representando um aumento significativo de 770,19% nos casos notificados.

A febre oropouche era inicialmente concentrada na Região Norte do Brasil, porém, foi detectada em diversas outras regiões, exigindo uma ampliação da vigilância em saúde em todo o país. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o aumento nos casos da doença em municípios da região amazônica, destacando a necessidade de reforçar a vigilância diante da possível transmissão do vírus de mãe para bebê durante a gestação.

Diante da gravidade da situação, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica orientando os estados e municípios a reforçar a vigilância em saúde e a divulgar informações sobre a arbovirose. A febre oropouche, transmitida por mosquitos, pode ser confundida com dengue e apresenta sintomas como febre, dor de cabeça e muscular, além de náuseas e vômitos. Até o momento, não há tratamento específico para a doença, sendo o foco no alívio dos sintomas apresentados pelos pacientes.

A preocupação com a propagação da febre oropouche e a alta taxa de casos notificados nos últimos anos exigem uma ação coordenada das autoridades de saúde para conter a disseminação da doença e promover a saúde e segurança da população.