
BRASIL – Confirmadas duas mortes por febre oropouche na Bahia: mulheres jovens foram vítimas da infecção transmitida por mosquito.
Ambas as vítimas não apresentavam comorbidades, o que reforça a gravidade do quadro clínico da doença. Os sintomas incluíram febre, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, vômitos, entre outros, evoluindo para sinais mais graves como sangramentos e queda abrupta de hemoglobina e plaquetas no sangue. O diagnóstico só foi confirmado após a realização de exames detalhados para identificar a causa do óbito.
O Ministério da Saúde está investigando mais uma morte suspeita de febre oropouche em Santa Catarina, o que levanta preocupações sobre a propagação da doença pelo país. Em 2023, foram registrados 832 casos da doença, um número que saltou para 7.236 em 2024, representando um aumento significativo de 770,19% nos casos notificados.
A febre oropouche era inicialmente concentrada na Região Norte do Brasil, porém, foi detectada em diversas outras regiões, exigindo uma ampliação da vigilância em saúde em todo o país. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o aumento nos casos da doença em municípios da região amazônica, destacando a necessidade de reforçar a vigilância diante da possível transmissão do vírus de mãe para bebê durante a gestação.
Diante da gravidade da situação, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica orientando os estados e municípios a reforçar a vigilância em saúde e a divulgar informações sobre a arbovirose. A febre oropouche, transmitida por mosquitos, pode ser confundida com dengue e apresenta sintomas como febre, dor de cabeça e muscular, além de náuseas e vômitos. Até o momento, não há tratamento específico para a doença, sendo o foco no alívio dos sintomas apresentados pelos pacientes.
A preocupação com a propagação da febre oropouche e a alta taxa de casos notificados nos últimos anos exigem uma ação coordenada das autoridades de saúde para conter a disseminação da doença e promover a saúde e segurança da população.









