
ALAGOAS – Ministério da Justiça realiza operação em presídios para combater comunicação ilícita e reduzir violência no país.
Alagoas também é alvo da fiscalização dos policiais penais federais e estaduais
Na quarta-feira, 31 de janeiro de 2024, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), relacionada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu início à terceira fase da Operação Mute. Esta operação está ocorrendo de forma simultânea em todo o país e tem como objetivo principal identificar e retirar celulares que são encontrados em unidades prisionais, combatendo assim a comunicação ilícita do crime organizado e reduzindo os índices de violência em nível nacional.
A operação tem a participação de policiais penais federais e estaduais atuando em mais de 100 unidades prisionais do Brasil. Além disso, a operação abrange o estado de Alagoas, onde policiais penais federais e estaduais estão empenhados em garantir a segurança da sociedade e combater o crime organizado.
Durante a Operação Mute, a comunicação é cortada por meio de uma tecnologia que embaralha o sinal, e em seguida, os policiais penais realizam revistas nos módulos e celas das unidades prisionais. Os aparelhos celulares são vistos como o principal meio para a propagação do crime organizado e, por consequência, dos delitos que colocam a segurança da população em risco. Esta é a maior operação realizada pela Senappen no âmbito do combate ao crime organizado devido ao número de estados participantes, quantidade de policiais penais federais e estaduais envolvidos e o número de unidades prisionais revistadas.
A segunda fase da Operação Mute ocorreu no período de 11 a 15 de dezembro de 2023, durante a qual foram apreendidos 1294 aparelhos celulares utilizados para comunicação ilícita no interior dos presídios brasileiros. Além dos aparelhos celulares, duas armas de fogo também foram apreendidas. Algumas unidades demonstraram possuir uma rotina de controle efetiva com revistas frequentes e tiveram registro de zero celulares em seu interior.
Os números da segunda fase da operação indicam que houve 75.672 presos movimentados, o envolvimento de 4.894 policiais penais e 5.885 celas revistadas. Os bons resultados obtidos são fruto de um trabalho diário que vem ocorrendo, não somente durante a operação, mas ao longo de todo o ano.
Ao ser questionado sobre a operação, o secretário de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, Diogo Teixeira, destacou a importância do trabalho conjunto com os órgãos federais para garantir a segurança da sociedade. Ele também enfatizou que a ação realizada não se limita somente a um evento isolado, mas é complementada pelo trabalho diário dos policiais penais.
Portanto, a Operação Mute vem se destacando como um importante instrumento para combater a comunicação ilícita nos presídios do país, demonstrando a eficácia do trabalho conjunto entre autoridades federais e estaduais para garantir a segurança da população.









