
ALAGOAS – Secretaria da Mulher e Direitos Humanos promove o primeiro Simpósio de Visibilidade Trans em Alagoas com apoio de entidades da sociedade civil.
A Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) promoverá nos próximos dias 25 e 26 de janeiro o primeiro Simpósio de Visibilidade Transvestigênere de Alagoas. Transvestigênere é um neologismo que propõe substituir o termo transgênero e ser mais inclusivo, por fundir as palavras transexual e travesti, além de terminar de forma neutra em alusão às pessoas não binárias.
O evento, que acontecerá na Escola do Governo de Alagoas, localizada na Rua do Livramento, no Centro de Maceió, acontecerá em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, que é comemorado dia 29 de janeiro. O objetivo principal é proporcionar um lugar para a construção coletiva de conhecimentos, trabalhos colaborativos e parcerias interinstitucionais, além de evidenciar a incessante busca por experiências na temática relacionada à população transvestigênere do Estado de Alagoas. Além disso, também visa apresentar à população os serviços ofertados pela Semudh, secretarias de Estado da Educação e da Saúde e do Conselho Estadual LGBTQIAPN+.
“As pessoas trans, travestis e não-bináries são historicamente afetadas por um processo de invisibilização e mortas em silêncio. Queremos quebrar esse ciclo de opressão, incentivando o debate sobre a realidade desta comunidade e ouvi-las para, juntos, juntas e juntes, construir políticas públicas para o bem estar, cidadania e segurança desta população”, explicou a secretária de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, Maria Silva.
A programação contará com mesas temáticas que trarão palestrantes especiais. No primeiro dia serão discutidos, entre outros temas, os desafios da empregabilidade da população trans, os avanços do ambulatório trans de Alagoas, além de produções culturais de artistas trans.
Já no segundo dia serão discutidos a LGBTfobia no ambiente escolar, linguagem neutra e desafios comunicacionais com o objetivo de tornar a comunicação mais inclusiva. Também será discutido a inclusão do nome social, o uso de banheiros nas escolas e a importância da família no acolhimento de LGBTQIAPN+.
O simpósio tem o apoio do Grupo Gay de Maceió (GGM), Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT/AL), Coletivo Mães da Resistência Alagoas, Comissão Especial da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB/AL, NUDEGIS/IFAL, Diretório Central dos Estudantes Quilombo dos Palmares (DCE/UFAL) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS).
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