Perícias apontam fatores coletivos como causadores de danos estruturais em residenciais do bairro Rio Novo em Alagoas

Perícias revelam que fatores coletivos contribuíram para danos estruturais em residenciais do bairro Rio Novo

Uma reunião promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União (DPU) trouxe à tona as conclusões das perícias realizadas nos residenciais do bairro Rio Novo, que sofreram danos estruturais. O encontro contou com a presença da Construtora Uchôa, Caixa Econômica Federal, BRK Ambiental, Defesa Civil do Município e Procuradoria Municipal, com o objetivo de encontrar soluções extrajudiciais para garantir medidas imediatas.

De acordo com o documento das perícias, diversos fatores contribuíram para os danos estruturais, incluindo a não observância do projeto inicialmente aprovado pela Caixa e pelo Município, além da abertura de buracos para consertos de vazamentos, que resultaram no encharcamento do solo. Outros itens também foram apontados como causadores dos problemas.

Diante dessa situação, o MPF está propondo a reconstrução da via de acesso ao residencial, a recuperação do talude e a retirada dos escombros e entulhos derivados da primeira linha de imóveis evacuados. No entanto, a realização dessas medidas é limitada pelo fato de que o terreno não suporta o peso de máquinas e equipamentos de grande porte.

Além das medidas imediatas, MPF e DPU buscam estabelecer diálogo com as empresas envolvidas para discutir a possibilidade de indenizações aos moradores atingidos – tanto os evacuados quanto aqueles que ainda residem no local.

Em resposta, as empresas solicitaram um prazo para analisar se cumprirão as medidas emergenciais apontadas nas perícias e se há possibilidade de discussão extrajudicial sobre o pagamento de indenizações. A situação ainda está em aberto, e novas decisões devem ser tomadas após essa análise por parte das empresas.

A situação dos residenciais no bairro Rio Novo continua delicada, e a busca por soluções que garantam a segurança dos moradores afetados permanece como prioridade. Espera-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo que beneficie os moradores e permita a reconstrução das estruturas afetadas.