
AMA – Municípios devem estar atentos a novidades da campanha multivacinação
Municípios devem estar atentos a novidades da campanha multivacinação
A Campanha de Multivacinação 2026 foi iniciada no dia 10 de agosto e estende-se até 1º de setembro, tendo o seu Dia D Nacional marcado para 22 de agosto. O objetivo central estabelecido pelo Ministério da Saúde é a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, visando elevar as taxas de cobertura vacinal e ampliar a proteção coletiva em todo o país. A iniciativa oferece 20 imunizantes para proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressalta que as administrações locais devem treinar suas equipes para as novidades do calendário nacional inseridas nesta campanha:
Vacina Pneumocócica 20-Valente (Pneumo 20): é a primeira edição da multivacinação que conta com a vacina Pneumo 20, incorporada ao calendário nacional neste ano. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo (como pneumonias e meningites) e é indicado para crianças menores de 5 anos.
Esquema contra a poliomielite: desde 3 de agosto, o esquema vacinal passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite inativada (VIP) aos 4 anos de idade. A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil em 2024 e visa reforçar a proteção contra a doença.
Dengue: a vacina está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Covid-19: a vacinação segue disponível para o público infantil conforme as indicações específicas.
Hepatite B
A mobilização nacional também apoia um marco histórico da saúde pública brasileira. Em 28 de julho, o Brasil apresentou oficialmente à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o dossiê para solicitar a validação da eliminação da transmissão vertical (materno-infantil) da hepatite B. Para obter a validação internacional e demonstrar que a infecção foi reduzida a níveis extremamente baixos, os Municípios brasileiros precisam manter rigorosamente coberturas superiores a 95% na atenção pré-natal e acima de 90% na vacinação neonatal contra a hepatite B.
Surtos de sarampo
O alerta mais crítico no cenário epidemiológico refere-se ao risco iminente de reintrodução e surtos de sarampo. Com o maior número de casos confirmados da doença em 22 anos, o risco para a saúde pública na região das Américas foi classificado como muito alto pela OPAS. Até a semana epidemiológica 28 (encerrada em 18 de julho de 2026), foram notificados 47.459 casos confirmados e 44 mortes em 16 países e um território regional, o que representa mais de três vezes o total registrado em todo o ano de 2025.
O sarampo é extremamente contagioso e pode ser transmitido por via aérea antes mesmo de o indivíduo perceber os primeiros sintomas clínicos. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas não imunizadas.
Diante do registro de casos importados, o Ministério da Saúde determinou a intensificação indiscriminada da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Para bebês de 6 a 11 meses nestas cidades, deve ser aplicada a “dose zero” (adicional), que não substitui as doses obrigatórias de rotina aplicadas aos 12 e 15 meses.
Da Agência CNM de Notícias
Fonte: Associação dos Municípios Alagoanos
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