
GOVERNO DE ALAGOAS – Ronda no Bairro utiliza pulseirinhas de identificação para fortalecer proteção aos idosos
Iniciativa visa reduzir casos de pessoas que se desorientam ao sair de casa
Objetivo é ajudar os idosos a retornarem para casa sem segurança
Ascom Seprev
Marco Aurélio Mello / Ascom Seprev
A campanha de distribuição de pulseirinhas de identificação do Programa Ronda no Bairro ganhou novo público-alvo: os idosos. A medida foi ampliada a partir de uma necessidade observada no atendimento diário dos agentes de proximidade.
Seja por idade avançada ou por quadros de comprometimento da memória, algumas pessoas podem esquecer o caminho de volta, ficam assustadas e necessitam de intervenção. Assim como as crianças, esse público exige cuidado e atenção redobrados por parte de parentes e responsáveis.
Nas pulseirinhas, é possível registrar o nome do usuário, o de um parente ou responsável e o respectivo número de telefone, informações essenciais para agilizar o reencontro e garantir o retorno seguro ao lar.
Para dimensionar a relevância da iniciativa, apenas neste ano a equipe social do programa já atendeu 15 ocorrências de idosos perdidos nos sete territórios onde o Ronda no Bairro atua: Jacintinho, Centro, orla e Benedito Bentes (Maceió); Praia do Francês (Marechal Deodoro); Rio Largo e Paripueira.

Em maio, por exemplo, os profissionais atenderam um idoso de 72 anos encontrado sozinho na Avenida Assis Chateaubriand, no Trapiche da Barra. Ele não conseguia informar o próprio nome nem o endereço residencial. A equipe fez escuta qualificada e diálogo humanizado para extrair qualquer pista que auxiliasse na identificação. Após atendimento, o senhor conseguiu lembrar o endereço e foi conduzido pelos agentes até o local.
Em outro episódio, também em maio, a equipe atendeu um homem de 63 anos que andava sem destino na Travessa Boa Vista, no Jacintinho. Durante a conversa, ele disse não lembrar onde morava, mas mencionou o nome da filha e o da ex-esposa. Os profissionais o levaram à UPA de Jaraguá para checar informações no cadastro da unidade de saúde. Enquanto aguardavam, entraram em contato com a Central de Ocorrências da Polícia Militar (Copom) para verificação de dados.
Naquele momento, a filha do idoso ligava para o 190 para comunicar o desaparecimento. De posse do endereço, a equipe conduziu o idoso de volta ao convívio familiar, repassando orientações e deixando pulseirinhas de identificação.
A coordenadora da equipe social do programa, Polly Cavalcante, explica que as pulseirinhas podem ser solicitadas diretamente aos agentes de proximidade presentes em todos os territórios, sem qualquer custo.
“Diferentemente das crianças, que gostam de usar o acessório nas praias, muitos idosos resistem. Por isso, é fundamental investir em conversa e convencimento, evidenciando os benefícios da identificação”, destaca.

A também coordenadora da equipe, Áurea Vasconcelos, também ressalta a importância da medida. “A pulseirinha é uma ferramenta simples, mas que pode fazer toda a diferença na hora de um imprevisto. Ela dá mais tranquilidade às famílias e agiliza o trabalho das nossas equipes, garantindo que o idoso seja acolhido com dignidade e retorne ao seu lar em segurança. Nosso objetivo é oferecer proteção sem perder o olhar humano e afetivo que cada atendimento exige”, informou.
A campanha das pulseirinhas foi lançada em agosto do ano passado pela Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev) com o objetivo inicial de localizar crianças perdidas nas praias dos territórios onde o programa Ronda no Bairro atua.
FONTE: Governo de Alagoas




