GOVERNO DE ALAGOAS – Daqui pra o Mundo: conheça os estudantes de Alagoas que vivenciam os primeiros dias de imersão na histórica Cambridge

Após superar o impacto inicial do desembarque e consolidar os primeiros laços com as famílias anfitriãs, delegação estadual encara rotina de aulas e forte efervescência cultural na cidade

Estudantes começam a escrever seus nomes na crônica de uma das cidades mais intelectuais do planeta

Agência Alagoas

Natalício Vieira / Ascom Seduc

Os estudantes da rede pública
estadual de Alagoas que integram o Grupo 4 do programa Daqui pra o Mundo já
transformaram o deslumbramento da chegada em engajamento prático ao longo desta
primeiros dias em solo britânico. Desde o desembarque, superando a maratona de
voos e conexões internacionais em Madri e Lisboa sob a coordenação da
Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a comitiva vive um período de imersão
absoluta. Acomodados em suas respectivas casas de famílias anfitriãs (host
families), os jovens dividem o tempo entre a adaptação aos costumes ingleses e
o início das atividades letivas regulares em Cambridge, no leste da Inglaterra.

 

A iniciativa, viabilizada pelo
Tesouro Estadual, representa o maior programa de internacionalização da
história da educação alagoana, cobrindo desde a burocracia de passaportes e
vistos até o custeio de bolsas de manutenção internacional para garantir
equidade aos estudantes da rede pública.

 

Com as mochilas carregadas de
projetos de vida e o olhar atento a cada detalhe arquitetônico dos tradicionais
colleges, esses jovens começam a escrever seus nomes na crônica de uma das
cidades mais intelectuais do planeta. Abaixo, detalhamos o perfil, as origens e
a bagagem cultural de cada um dos embaixadores alagoanos em Cambridge.

 

A ciência da vida e a vanguarda
da saúde coletiva

 

Cambridge é o berço de
descobertas biológicas e genéticas revolucionárias, uma atmosfera que se
conecta diretamente com a vocação médica e assistencial levada por uma ala de
destaque da delegação alagoana.

 

 

Vinda de Maceió e estudante da
Escola Estadual Moreira e Silva, Sandrielly Nascimento de Lima, de 17 anos,
transformou a paixão herdada dos pais pelos livros em combustível para um
projeto de vida voltado ao bem-estar social. Fã do clássico O Fantasma da Ópera
e inspirada pelo versículo de Josué 1:9 (“Seja forte e corajoso”),
ela foca em Biologia, com ênfase em anatomia e genética.

 

“Meu sonho é prestar um curso na
área da saúde, estou aberta a compreender esta área tão ampla e diversificada,
pois assim posso auxiliar e servir as pessoas em uma área que gosto tanto e
tenho total inclinação”, planeja Sandrielly.

 

 

Essa mesma determinação em cuidar
do próximo guia Beatriz Barbosa Figueiredo, de 16 anos, moradora de Arapiraca e
aluna do Colégio da Polícia Militar. Pianista e dançarina nas horas vagas,
Beatriz tem facilidade com idiomas e adota a canção Hotel California (Eagles)
como trilha sonora, defendendo que a disciplina é o motor de tudo. “Meu grande
sonho é ser médica e conhecer o mundo. Um sonho custa caro, mas desistir custa
um sonho”, pontua de forma convicta.

 

 

O Agreste também mostra sua força
acadêmica com Rayra Riquelly dos Santos Bóia, de 17 anos, aluna do Colégio da
Polícia Militar Tiradentes, em Arapiraca. Dona de um envolvimento profundo com
a literatura e fã da obra Cem Anos de Solidão, Rayra une seu raciocínio lógico
na Química ao domínio morfológico dos textos, inspirando-se nos diálogos de A
Sociedade dos Poetas Mortos. “O curso que desejo é medicina, passarei alguns
anos na faculdade até realmente me formar e ir viver outras aventuras. Quero
visitar cidades históricas como Roma, Praga e Edimburgo, aproveitando a própria
dádiva da vida”, revela.

 

 

Da capital, Linda Maria Lins
Patriota, de 17 anos, representa o Colégio da Polícia Militar de Maceió.
Praticante apaixonada de esgrima, artesã de crochê e fã do livro Uma Questão de
Química, Linda adota o lema de que o conhecimento move montanhas através do
estudo. “Meu grande sonho é viajar pelo mundo e ser médica dermatologista, para
que eu possa ajudar não só a cuidar da saúde da pele das pessoas, mas também
cuidar da autoestima delas”, destaca.

 

 

Fechando o forte bloco de saúde
no sertão, Grinaura Sofia Silva Vieira, de 17 anos, leva o nome da Escola
Estadual Lucilo José Ribeiro, de São José da Tapera, para Cambridge. Pianista
dedicada e fã de rock clássico, Sofia equilibra o talento musical com o gosto
pela Física na escola, adotando a reflexão de que a distinção entre passado,
presente e futuro é apenas uma ilusão. Seu objetivo principal no exterior é
acumular repertório cultural e linguístico para consolidar uma meta nobre. “Meu
sonho é cursar medicina, aprimorar meus conhecimentos na música e construir um lar”.

 

Estratégia, tecnologia e
raciocínio lógico matemático

A precisão exata, a programação
de dados e o raciocínio estratégico pautam o perfil de estudantes que enxergam
na cidade de Isaac Newton o laboratório perfeito para o desenvolvimento de suas
carreiras tecnológicas.

 

 

Natural de Arapiraca e estudante
da Escola Estadual Professor José Quintella Cavalcanti, Bianca dos Santos
Vieira, de 17 anos, une de forma singular a sensibilidade sociológica ao rigor
científico. Fã do livro Fahrenheit 451, Bianca deseja cursar Física Médica e
atuar na pesquisa quântica. Inspirada pela frase de Evaristo Conceição (“Avanço
mais e mais na mesma proporção desse medo. É como se o medo fosse uma coragem
ao contrário”), ela traçou uma meta de forte impacto social. “Meu sonho é
combater a precarização do serviço público em relação aos cuidados de pessoas
com câncer, usando o espaço individual para a compreensão do outro e
fortalecimento da empatia”.

 

 

Na área da computação e
engenharia de sistemas, Maceió brilha com Samuel Wesley Dos Santos Silva, de 17
anos, aluno da Escola Estadual Moreira e Silva. Cristão, pianista e fã de
tecnologia, Samuel tem na Matemática sua matéria favorita para estruturar a
mente diante de problemas complexos, amparando sua resiliência no Salmo 62:5.
“Tenho o objetivo de me formar em Ciência da Computação e seguir carreira
no mercado de tecnologia, criando soluções inteligentes e inovadoras. Vejo o
intercâmbio como a oportunidade perfeita para melhorar meu inglês e crescer
como pessoa”, projeta.

 

 

Essa mesma paixão pelos códigos
move Lucas Guilherme Ferreira Dioclecio, de 17 anos, vindo do município de Ouro
Branco e estudante da Escola Estadual Professora Joanita de Melo. Escritor de
diários e fã da canção True Love Waits (Radiohead), Lucas mantém contato
afetivo com a língua inglesa desde a infância. Inspirado pelas palavras de
Kendrick Lamar sobre aceitar e apreciar as tribulações da trajetória, ele
define sua meta internacional de maneira direta. “Um dos meus sonhos é
viver fora do Brasil, e pretendo fazer Ciência da Computação para expandir minhas
habilidades”.

 

 

No campo da estratégia pura, Luiz
Fernando Gomes Macedo, de 17 anos, representa a Escola Estadual Onélia Campelo,
em Maceió. Jogador focado e criador de conteúdo sobre xadrez, Luiz Fernando
utiliza a geopolítica, a história e a geografia para decifrar as relações de
poder globais. Inspirado pelo mestre Garry Kasparov (“Você precisa assumir
riscos, porque a vitória vem da coragem de sair do equilíbrio”), o jovem
enxerga o intercâmbio como o tabuleiro ideal para o seu crescimento profissional.
“Quero alcançar o título de Mestre Nacional de xadrez, aprender novos
idiomas e, no futuro, empreender e construir meu próprio negócio com
propósito”.

 

 

Unindo a lógica ao dinamismo,
Davi Conceição da Silva, de 17 anos, leva a tradição da Escola Estadual Professor
José da Silveira Camerino (Premem), de Maceió, para a Inglaterra. Tocador de
saxofone e flauta, jogador de vôlei e fã do universo Pokémon, Davi tem
facilidade com cálculos matemáticos e apoia-se na máxima socrática “Só sei
que nada sei”. “Não tenho nenhum sonho específico em mente, só quero
construir uma família feliz, ter uma casa em boas condições e de preferência
morar em outro país”, aponta.

 

Direito, jornalismo e
transformação social

 

O senso de justiça, a educação, a
comunicação e o desejo de dar voz às necessidades coletivas marcam o perfil dos
estudantes de humanas que encontram na tradição jurídica britânica um espelho
para suas ambições.

 

Natural de Major Isidoro, no
Sertão, José Gracindo da Rocha Neto, de 17 anos, estuda na Escola Estadual Constança
de Goes Monteiro. Conhecido pelas famílias e amigos como um jovem extremamente
eloquente, Neto adora debater temas sociais e tem na Sociologia a base para
compreender as irregularidades do modelo civil atual. Guiado pelo lema
“Let it happen” (Tame Impala), ele associa a experiência
internacional aos seus planos de ascensão. “Meu maior objetivo é me formar
em Direito em uma universidade de prestígio, atingir estabilidade financeira e
vivenciar as mais diversas culturas e histórias nos variados países desse
mundo”.

 

 

O desejo de defender direitos
também move Miguel Guimarães da Silva, de 17 anos, estudante da Escola Estadual
Princesa Isabel, em Maceió. Comunicador nato e atleta focado na disciplina
coletiva, Miguel inspira-se nos versos da canção Clareou (Xande de Pilares) e
na máxima de que o esforço de hoje constrói a conquista de amanhã. “Meu
grande sonho é cursar Direito na faculdade e trabalhar ajudando outras pessoas,
buscando a justiça e fazendo a diferença na vida de quem precisa para contribuir
para uma sociedade melhor”, afirma.

 

 

Na área da comunicação de massa,
Misaely Noemi Melo Dos Santos, de 17 anos, leva o nome da Escola Estadual
Humberto Mendes, de Palmeira dos Índios, para o Reino Unido. Repórter de quadra
do projeto de educomunicação Pibic Jr (Sanfra Sports), Misaely escreve poesias,
analisa criticamente a história das grandes guerras mundiais e defende que
ideias mudam o mundo, amparando-se em A Sociedade dos Poetas Mortos.
“Desde pequena meu sonho é ser jornalista esportiva, cultural ou de
guerra. Há muitas pessoas no mundo que merecem que suas histórias sejam
ouvidas, e quero deixar um legado que ajude a moldar a sociedade através das
minhas opiniões e dizeres”, declara de forma firme.

 

 

A advocacia criminalista dita as
metas de Marcos Vinicius Santos da Silva, de 17 anos, vindo de Craíbas e aluno
da Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição. Focado no aprendizado de línguas
como inglês, francês e espanhol, Vinicius adora o cinema de Até o Último Homem
e cita o pensamento revolucionário de Che Guevara para definir seu ímpeto
jovem. “Meu maior sonho é cursar direito e me tornar um advogado
criminalista, pois sou apaixonado por essa área desde criança, além de
pretender cursar Letras para passar meus conhecimentos adiante”, pontua.

 

Educação, Psicologia e as
Expressões Culturais do Interior

 

A sensibilidade artística, a
licenciatura e a defesa da igualdade educacional fecham a apresentação do Grupo
4, mostrando o compromisso de jovens do interior em retornar ao estado como
agentes modificadores de realidades.

 


De Major Isidoro, Brenda Aylá do Nascimento Silva, de 17 anos, representa com
orgulho a Escola Estadual Constança de Góes Monteiro. Dedicada aos estudos
teológicos, à fotografia e à leitura de Filoteia, Brenda tem na Química sua
paixão pelo “zoom” molecular que a matéria dá no mundo. Inspirada por
São Francisco de Sales (“A doçura é a flor da caridade”), ela revela
sua vocação institucional. “Por amar a educação e seus benefícios, meu
sonho é fazer licenciatura e trabalhar com o ensino de Química, inspirando-se
nos muitos professores da rede pública estadual para levar conhecimento
adiante”.

 

 

Em Palmeira dos Índios, Mirelly
Barros Noronha, de 16 anos, estuda na Escola Estadual Monsenhor Macedo. Movida
por paixões profundas em política e pela resiliência de sua fé na Umbanda
contra a intolerância, Mirelly adota a frase de Winston Churchill (“Nunca,
nunca, nunca desista”). Seu projeto de vida está ligado à base da
sociedade. “O meu maior sonho é me tornar professora de história, para
poder inspirar outros jovens a compreenderem o mundo e a valorizarem suas
próprias origens, promovendo o respeito à diversidade”.

 

 

A veia pedagógica e artística
também norteia Vitória Karoline Freire de Paiva, de 16 anos, aluna da Escola
Estadual José Quintella Cavalcanti, em Arapiraca. Dançarina desde os nove anos
e fã da música A Voz, Vitória utiliza os versos de Taylor Swift
(“Everything you lose is a step you take”) como mantra de superação.
“Sempre quis fazer faculdade de psicologia, mas depois que comecei a estudar
para o intercâmbio me apaixonei pela língua inglesa. Hoje também penso em
cursar Letras para atuar na educação e o programa com certeza vai me ajudar
nisso”, reflete.

 

 

Da Zona da Mata, Maria Rita de
Oliveira Cavalcante, de 17 anos, representa a Escola Estadual Olímpia Tenório
Lima, em Girau do Ponciano. Fotógrafa, desenhista e escritora de narrativas
ficcionais, Maria Rita encara as aulas de História de maneira cinematográfica e
apoia-se no clássico lema “Carpe Diem”. “Eu gostaria de viajar o
mundo, vejo essa viagem como o começo desse sonho e uma oportunidade de me
preparar para o futuro. Eu adoraria cursar história ou letras inglês”,
projeta.

 

 

Por fim, de Estrela de Alagoas,
Weslley Ygor Moura de Almeida, de 17 anos, leva a alegria da Escola Estadual
Luiz Duarte para a comitiva. Poliglota em formação, fã da estética
cinematográfica de A Noiva Cadáver e guiado pela filosofia de Alice no País das
Maravilhas (“A única forma de chegar ao impossível é acreditar que é
possível”), ele resume o espírito adaptável do grupo. “Sou uma pessoa
alegre, apaixonada por animais e aberta a viver novas experiências. Meu sonho é
construir um futuro na perícia criminal e na psicologia para entender o
comportamento das pessoas”.

 

Cenário de Cambridge

 

O cotidiano nas vias históricas
de Cambridge tem funcionado como uma imersão cultural prática para o grupo de
Alagoas. Ao longo destes primeiros dias, a vivência urbana dos estudantes
passou a ser emoldurada por cartões-postais de importância global. O grande
destaque do roteiro de exploração dos jovens é a imponente Capela do King’s
College, uma joia da arquitetura gótica perpendicular que possui a maior
abóbada de leque do mundo e vitrais medievais preservados.

 

Essa inserção geográfica também
aproximou a comitiva de dinâmicas comunitárias tipicamente britânicas às
margens do Rio Cam, que corta os chamados The Backs (os deslumbrantes jardins
traseiros dos colégios universitários). Guiados pelos moradores locais, os
estudantes passaram a conhecer o movimento do punting — as tradicionais
embarcações de fundo chato empurradas por varas de madeira —, navegando por
baixo da famosa Ponte dos Suspiros e da intrigante Ponte Matemática (famosa
pela lenda de ter sido projetada por Isaac Newton sem o uso de parafusos).

 

Também terão a oportunidade de
visitar o Museu Fitzwilliam, lar de relíquias da arqueologia mundial, e ao
icônico Laboratório Cavendish, onde grandes cientistas revolucionaram a física
moderna.


FONTE: Governo de Alagoas

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