
GOVERNO DE ALAGOAS – Sala de Espera do HEA leva informação sobre doação de sangue durante Campanha Junho Vermelho
A ação foi voltada para os acompanhantes e visitantes dos pacientes internados na unidade hospitalar arapiraquense
Projeto Sala de Espera do HEA leva informação aos familiares e acompanhantes sobre a importância da doação voluntária de sangue
Tony Medeiros
Tony Medeiros / Ascom HEA
O Grupo de
Trabalho de Humanização (GTH) do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em
parceria com a Agência Transfusional, Serviço Social, Psicologia, Enfermagem e
Ouvidoria, intensificou as ações do Projeto Sala de Espera. Em alusão à
Campanha Junho Vermelho, foram repassadas orientações aos acompanhantes e
visitantes dos pacientes internados na unidade sobre a importância da doação
voluntária de sangue.
Criado com o
objetivo de aproximar as equipes do público, o projeto Sala de Espera leva
informações sobre as rotinas, protocolos da instituição hospitalar e os
serviços oferecidos pelo HEA, além de abrir espaço para esclarecer dúvidas de
familiares e acompanhantes dos pacientes. Durante o Junho Vermelho, a
iniciativa amplia esse diálogo para conscientizar sobre a importância da doação
voluntária de sangue.
A ação
acontece nos momentos que antecedem o horário de visitas aos pacientes
internados no HEA, levando informações aos familiares e acompanhantes sobre a
necessidade de manter estabilizado o estoque de sangue do Hemocentro de Alagoas
(Hemoal). Durante a ação, a equipe do HEA orientou os participantes a
disseminar as informações recebidas com os familiares, amigos, vizinhos e nas
comunidades onde residem.
O Junho
Vermelho ganha destaque no sexto mês do ano por marcar o Dia Mundial do Doador
de Sangue, celebrado em 14 de junho, e também por ocorrer em um período em que
historicamente há redução no número de doações, devido ao aumento das doenças
respiratórias comuns no inverno e ao período de férias, quando muitas pessoas
viajam.
No Hospital
de Emergência do Agreste, a Unidade Arapiraca do Hemoal é parceira permanente
na manutenção dos atendimentos que necessitam de transfusões de sangue. O HEA é
referência para 46 municípios da II Macrorregião de Saúde de Alagoas, que reúne
as regiões Agreste, Sertão e Baixo São Francisco.
O
coordenador do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), assistente social
Rodrigo Barbosa, explica que a inserção da temática da doação de sangue nas
atividades do projeto Sala de Espera atende a uma solicitação feita pela
direção-geral do Hospital de Emergência do Agreste.
“Há alguns
anos, a diretora-geral Bárbara Albuquerque solicitou que o projeto também
trabalhasse a conscientização sobre a doação de sangue voluntária, incentivando
as pessoas a procurarem a Unidade Arapiraca do Hemoal. Desde então, a equipe
multidisciplinar realiza essas orientações diariamente e intensifica esse
trabalho durante o Junho Vermelho, mostrando a importância desse gesto para
manter sempre adequado o estoque de sangue do hemocentro”, destacou.
A
coordenadora da Agência Transfusional do HEA, biomédica Fernanda Lins Paes
Barreto, explica que o período de junho exige atenção especial devido ao
aumento da demanda por transfusões.
“É sempre
muito importante. O Hospital de Emergência do Agreste, todos os dias se
preocupa com essa questão. Nesse mês de junho, com o aumento dos acidentes e
das festividades, a demanda transfusional também aumenta, e sentimos a necessidade
de levar essa informação aos familiares e à população para que possamos
abastecer os hemocentros e manter nossos estoques adequados para atender todos
os pacientes que necessitam de transfusão”, afirmou.
Durante a
ação, Fernanda também explicou os critérios básicos para quem deseja ser
doador. Segundo ela, pessoas a partir de 16 anos podem doar, sendo necessário
que adolescentes de 16 e 17 anos estejam acompanhados pelo responsável legal ou
apresentem autorização. Também é preciso ter, no mínimo, 50 quilos, estar em
boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer
alimentado, evitando alimentos gordurosos e derivados de leite antes da doação.
A biomédica
destacou, ainda, que a doação passa por uma avaliação antes da coleta. “Durante
a doação, a pessoa passa por uma triagem clínica, onde o médico avalia se ela
está apta naquele dia ou não para realizar a doação”, explicou Fernanda Lins
Paes Barreto.
Relato
A ação
contou com a participação especial de um doador voluntário que estava no HEA
para visitar uma irmã, que está internada. Natural de Água Branca, em Alagoas,
e morador de Ribeirão Preto, em São Paulo, Marcos Gomes de Oliveira, de 53
anos, aproveitou o momento para compartilhar sua experiência como doador. Ele
relatou que veio ao HEA visitar a irmã, de 63 anos, que sofreu um Acidente
Vascular Cerebral (AVC) e foi transferida de Delmiro Gouveia para o Hospital em
Arapiraca. Mesmo sem poder doar neste momento, por ter feito uma doação há
cerca de um mês, ele fez questão de falar sobre a importância do gesto.
“É
importantíssimo, porque a gente nunca sabe o que acontece amanhã. Às vezes,
amanhã somos nós que estamos precisando do sangue. Por isso é importante ter
sempre esses doadores voluntários. Eu e minha esposa somos doadores, graças a
Deus. Quando completa o período, a gente vai lá e doa novamente”, detalhou.
Marcos
também destacou a importância da ação realizada pelo Hospital. “Essa ação é
importantíssima porque esclarece a população e os acompanhantes dos pacientes.
É uma forma de mostrar que a doação precisa ser uma consciência de todos”,
afirmou.
Para
Fernanda Lins, a presença de um doador voluntário durante a atividade demonstra
a importância de transformar a doação em um hábito.
“A gente
fica muito feliz com esse depoimento de uma pessoa que já despertou essa
consciência. Não é apenas quando um parente precisa. A gente precisa entender a
necessidade de sempre fazer essas doações e ser um doador voluntário”,
ressaltou.

Campanhas
A
coordenadora da Agência Transfusional explicou ainda que as campanhas também
estimulam a chamada doação de reposição, quando familiares e amigos de
pacientes atendidos realizam doações para contribuir com a manutenção dos
estoques.
“As bolsas
utilizadas pelos pacientes são provenientes de doadores que já fizeram esse
ato. Então, quando solicitamos essas doações, é uma forma de conscientizar os
familiares para repor e manter o estoque do hemocentro seguro e,
consequentemente, o estoque da Agência Transfusional também”, explicou.
Fernanda
pontuou, também, que a mobilização pode ser feita em grupos, envolvendo
familiares, amigos, colegas de trabalho, escolas e faculdades. “É uma forma de
um incentivar o outro e disseminar essa consciência. Existem projetos como o
Doador do Futuro, do Ministério da Saúde, que trabalha com os jovens para
despertar desde cedo a importância desse ato voluntário e altruísta que salva
muitas vidas”, concluiu.
FONTE: Governo de Alagoas




