GOVERNO DE ALAGOAS – Centro de Triagem solta 164 animais silvestres em área de Mata Atlântica

Passeriformes e bicho-preguiça retornam ao seu habitat após reabilitação

Entre os animais devolvidos à natureza estavam diversas espécies de aves e um bicho-preguiça

Iara Melo / Ascom IMA/AL

O Centro de Triagem de Animais
Silvestres (Cetas) realizou, na manhã desta quarta-feira (10), a soltura de 164
animais silvestres em uma área de Mata Atlântica em Alagoas. Entre os animais
devolvidos à natureza estavam diversas espécies de aves e um bicho-preguiça,
que passaram por avaliação e cuidados especializados antes de retornarem ao seu
habitat. 

 

A unidade é gerida pelo Instituto
do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), em parceria com o Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e desempenha um papel
fundamental na reabilitação da fauna silvestre vítima do tráfico, da criação
ilegal e de outras situações de risco.

 

Entre as espécies soltas estavam
passeriformes frequentemente alvo de apreensões por criação irregular, como
papa-capim, sanhaço-cinzento, sanhaço-do-coqueiro, sibite, guriatã e canários.
Também foi reintegrado à natureza um bicho-preguiça resgatado pela equipe. 

 

De acordo com a médica veterinária
e bióloga do Cetas, Ana Cecília, os passeriformes permaneceram cerca de um mês
sob os cuidados da equipe, passando por um processo de reabilitação. Já o
bicho-preguiça ficou dois dias na unidade antes de ser considerado apto para a
soltura. 

Área adequada para cada espécieA escolha do local de soltura segue critérios técnicos que
aumentam as chances de sobrevivência dos animais após o retorno à natureza.
Entre os fatores avaliados estão a disponibilidade de alimento, água, abrigo e
as características do habitat.

“Tem que existir um certo monitoramento nesses ambientes. Além de
abrigo, é importante que se tenha também recursos hídricos e alimentares
disponíveis para que esses animais possam ter uma qualidade de vida após a
soltura”, explicou Ana Cecília.

Segundo a veterinária, as espécies foram destinadas a áreas
compatíveis com seus hábitos naturais.

“Fizemos a soltura em áreas diferentes para determinados tipos de
animais. Aqueles que vivem em áreas mais internas da mata foram soltos em um
local, enquanto outros, que possuem hábitos de áreas abertas, foram destinados
a ambientes mais característicos desse habitat, aumentando suas chances de
sobrevivência”, afirmou.

Crime ambiental

Muitos dos animais atendidos pelo Cetas são vítimas do tráfico de
fauna e da criação ilegal em cativeiro, práticas consideradas crimes ambientais
pela legislação brasileira. As multas são aplicadas por animal e variam
conforme a infração e o grau de ameaça da espécie, podendo chegar a R$ 5 mil
por indivíduo, no caso de espécies ameaçadas de extinção. 

Casos de comércio ilegal, cativeiro irregular ou animais em
situação de risco podem ser denunciados aos órgãos ambientais e às autoridades
competentes. Então, ao se deparar com essa situação, a orientação é acionar o
Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), por meio do telefone 181 ou pelo WhatsApp
(82) 98833-5879, para que seja realizada a denúncia ou o resgate de forma
adequada e segura do animal.

 

 


FONTE: Governo de Alagoas

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