GOVERNO DE ALAGOAS – Produção de arroz no Baixo São Francisco alagoano cresce 41% em três anos

Aumento na safra e na produtividade é reflexo dos investimentos do Programa Alagoas Mais Arroz

Números são reflexo das ações do Programa Alagoas Mais Arroz

Ascom Seagri

Tatiane Bastos / Ascom Seagri

A produção de arroz em casca no Baixo São Francisco saltou de
17 mil toneladas em 2023 para mais de 24 mil toneladas em 2025, um crescimento
de 41% em três anos. Os números são reflexo das ações do Programa Alagoas Mais
Arroz, uma das etapas do Planta Alagoas, realizado pela Secretaria de Estado da
Agricultura e Pecuária (Seagri).

 

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Segundo o órgão, o estado alcançou 19 mil toneladas na
safra de arroz em 2024, representando um aumento de 11% em relação à safra de
2023. A área colhida na região do Baixo São Francisco chegou a 2.691 hectares
em 2025, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

 

O município com maior produção e produtividade na safra
2025/2026 foi Igreja Nova, com 12,5 mil toneladas de arroz em casca e
produtividade de 9,74 ton/ha. Em seguida vem Porto Real do Colégio (10,6 mil
ton de produção e produtividade de 8,34 ton/ha) e Penedo (9,5 ton e 8,19
ton/ha). 

 

Alagoas Mais Arroz


Desde 2024, o Governo de Alagoas vem implementando um conjunto de ações para
fortalecer a rizicultura no estado, com incentivos fiscais, entrega de
maquinário agrícola, contratação de profissionais para assistência técnica e
extensão rural para ampliar o alcance do atendimento aos produtores
alagoanos. 

Em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão (GO), a Seagri já realizou
capacitações com os agricultores para promover tecnificação na cultura do
arroz, associando aqualidade da semente escolhida para o plantio e as formas de
cultivo rentáveis. 

“Na próxima etapa do Alagoas Mais Arroz, nós vamos trazer a
Embrapa Arroz e Feijão lá de Goiás durante o segundo semestre deste ano para
trabalhar a produção de arrozes especiais, como o preto e o vermelho, com
variedades desenvolvidas para características distintas de sabor e cor e que
dão maior valor agregado ao produto. E também vamos inserir na rota o arroz de
sequeiro no município de Penedo”, revelou o secretário de Agricultura e
Pecuária de Alagoas, Marcelo Melo.

Ele acrescentou que os resultados obtidos com as estratégias
do Governo de Alagoas aumentam a renda dos produtores, melhoram a qualidade de
vida das famílias que fazem parte do setor da rizicultura e fortalecem a
segurança alimentar de todos os alagoanos.

Perspectivas positivas 

O estado hoje tem um consumo médio interno de 87 mil
toneladas de grãos, e a produção de arroz vem registrando crescimento. De
acordo com a Embrapa, a região do Baixo São Francisco dispõe de potencial
produtivo, com condições climáticas e de solo favoráveis que, aliadas a um
manejo adequado, possibilitam alcançar elevadas produtividades, por vezes
superiores às de regiões tradicionais, como o Rio Grande do Sul. 

O cultivo representa uma importante fonte de renda para
agricultores familiares, contribuindo para a economia local. Ampliar a produção
de arroz no estado também reflete na movimentação econômica para o setor,
causando impactos positivos a produtores, usinas beneficiadoras e
consumidores. 

“O produtor sempre planta com uma expectativa de ter uma
rentabilidade boa. Esse ano, o preço do arroz em todo o Brasil não foi o ideal.
Mas com a capacitação, a gente conseguiu entender como fazer manejos adequados
com boas variedades, produzindo mais. Isso ajuda o agricultor a produzir mais
com menos. O Alagoas Mais Arroz veio pra ficar, aprendemos muito e melhoramos
nossa produtividade com as recomendações dos pesquisadores da Embrapa. É um
novo horizonte para quem planta arroz em Alagoas”, destacou o rizicultor
Lindomar Bispo, do município de Igreja Nova.


FONTE: Governo de Alagoas

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