
GOVERNO DE ALAGOAS – Médico do Hospital do Coração Alagoano alerta para sintomas da estenose aórtica
Kleberth Tenório explica que esta doença pode levar à insuficiência cardíaca da pessoa acometida por ela
Kleberth Tenório explica que falta de ar, cansaço, tontura e dor no peito podem indicar alteração grave na válvula do coração
Nataly Lopes
Neide Brandão / Ascom Hospital do Coração Alagoano
Cansaço excessivo, falta de ar ao executar atividades simples, tontura e até desmaios podem ser sinais de uma doença cardíaca séria e silenciosa: a estenose aórtica. O alerta é do cirurgião cardiovascular Kleberth Tenório, do Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, referência em atendimento cardiovascular no estado.
A estenose aórtica acontece quando a válvula responsável pela saída do sangue do coração se torna rígida e estreita, dificultando sua abertura e comprometendo o funcionamento cardíaco. Segundo o especialista, o problema costuma surgir de forma progressiva e está diretamente relacionado ao envelhecimento.
“Na maioria dos casos, essa válvula vai calcificando com o passar dos anos, dificultando a passagem do sangue. Fatores como hipertensão e colesterol elevado também podem contribuir para o desenvolvimento da doença”, explica o médico do Hospital do Coração Alagoano.
Com a evolução do quadro, o paciente pode desenvolver insuficiência cardíaca, condição considerada grave. “Pacientes que evoluem para essa fase têm um risco elevado. Cerca de 50% podem ir a óbito em até dois anos se não houver tratamento adequado”, alerta Kleberth Tenório.
Os principais sintomas da estenose aórtica incluem falta de ar, dor no peito, cansaço progressivo, tontura e desmaios. A recomendação é procurar avaliação médica assim que os primeiros sinais aparecerem, ou na descoberta da estenose aórtica pelo ecocardiograma ou sopro no coração.
Tratamento
O Hospital do Coração Alagoano promove um tratamento moderno e minimamente invasivo para a doença: a TAVI (Implante Transcateter de Válvula Aórtica). O procedimento é feito por meio de uma punção na região da virilha, sem necessidade de abrir o peito.
“Através do vaso sanguíneo, conseguimos levar a nova válvula até o coração e implantá-la no local da válvula doente. É um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida e mais segurança para pacientes idosos ou de alto risco cirúrgico”, destaca o cirurgião cardiovascular.
A orientação é que pessoas acima dos 70 anos ou pacientes considerados de alto risco para cirurgia cardíaca convencional mantenham acompanhamento regular com um especialista.
FONTE: Governo de Alagoas









