Massagista do Velo Clube denuncia racismo contra o Noroeste

O Velo se pronunciou sobre o caso – Foto: Ana Julia Guerreiro / Velo Clube

Rio Claro, SP, 18 (AFI) – O duelo entre Noroeste e Velo Clube pela Série D do Campeonato Brasileiro terminou em caso de polícia no Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.

Muito além do placar de 3 a 0 para os donos da casa, o confronto ficou marcado por um grave crime de racismo nos minutos finais, que resultou na paralisação da partida, comoção no gramado e na identificação de um suspeito por parte das autoridades.

NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

OFENSAS LAMENTÁVEIS

O cronômetro marcava 45 minutos do segundo tempo quando a árbitra Francielly Fernanda Lima de Castro foi informada sobre o ocorrício e ativou o protocolo oficial de combate ao racismo.

O alvo dos insultos foi o massagista do Velo Clube, Éder Borges de Barros, que relatou ter sido chamado de “macaco” repetidas vezes por um indivíduo posicionado em um camarote logo acima do banco de reservas visitante. Conforme registrado no documento oficial da partida:

“Fui informada pelo delegado da partida, sr. Marcelo Garufe, que o massagista da equipe Associação Esportiva Velo Clube, sr. Éder Borges de Barros, relatou ter sido chamado de “macaco” por uma pessoa que se encontrava no camarote localizado acima do banco de reservas da equipe visitante. Diante da informação recebida, a partida foi imediatamente paralisada para adoção das medidas cabíveis. A Polícia Militar presente no estádio realizou a identificação do suposto autor do ato, e os procedimentos legais pertinentes. Foi registrado Boletim de Ocorrência sob nº BOPM 15767”, relatou a árbitra em súmula.

SOLIDARIEDADE E INDIGNAÇÃO

Profundamente abalado, o profissional caiu no choro à beira do campo e recebeu o amparo imediato de atletas, da arbitragem e de integrantes de ambas as comissões técnicas. Em uma das cenas mais marcantes da noite, o treinador Henrique Barcellos abraçou Éder.

Paralelamente, o clima esquentou nas arquibancadas, com jogadores do time de Rio Claro cobrando satisfações diretamente aos ocupantes do setor indicado na denúncia.

POSICIONAMENTO DOS CLUBES

Após o encerramento do confronto, as duas diretorias publicaram notas oficiais repudiando veementemente o episódio. O Velo Clube deu total suporte ao seu funcionário e garantiu que acompanhará os desdobramentos jurídicos.

“O Velo Clube repudia de forma veemente qualquer ato de discriminação e racismo. Na partida deste sábado contra o Noroeste, nosso massagista Éder foi vítima de um episódio de racismo, uma atitude inadmissível que fere não apenas o profissional e ser humano que ele é, mas também todos os valores que defendemos como instituição”, destacou a nota da equipe de Rio Claro.

O Noroeste também se manifestou, repudiando a intolerância e colocando a instituição à disposição das autoridades policiais para a apuração rigorosa dos fatos.

“O Esporte Clube Noroeste vem a público manifestar absoluto repúdio a qualquer ato de racismo, discriminação ou intolerância. Sobre o suposto episódio ocorrido na partida deste sábado, envolvendo um integrante da comissão técnica do Velo Clube, o Noroeste informa que está acompanhando atentamente a situação e se coloca à disposição para colaborar com a apuração dos fatos pelos órgãos competentes”, declarou o clube de Bauru.

PRÓXIMOS PASSOS

Com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar ainda nas dependências do Alfredo de Castilho, o caso agora será encaminhado à esfera civil e aos tribunais de justiça desportiva.

Confira também:


FONTE: Futebol Interior

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *