GOVERNO DE ALAGOAS – Polícia Científica coleta ração comercial em investigação sobre mortes de equinos

Amostras do produto foram recolhidas em Atalaia e passarão por exames periciais no Laboratório de Química Forense

Trabalho do IC de Maceió será fundamental para conclusão da investigação sobre o adoecimento e a morte de equinos após o consumo de alimento comercial …

Aarão José e Pedro Sales / Ascom Polícia Científica

A Polícia Científica de Alagoas
confirmou, nesta sexta-feira (14), que coletou para perícia amostras de ração
animal apreendidas em um haras no município de Atalaia. O trabalho, conduzido
pelo Instituto de Criminalística (IC) de Maceió, será fundamental para a
conclusão da investigação sobre o adoecimento e a morte de equinos após o
consumo de um alimento fabricado de forma comercial.

 

A chefia do Laboratório Forense
ressaltou que a conclusão dos trabalhos depende da chegada de reagentes
importados, visto que se trata de uma demanda atípica em Alagoas e no restante
do país.

O episódio ocorreu no ano passado e
resultou na morte de aproximadamente 90 animais com evolução clínica aguda. À
época, vistorias sanitárias apontaram uma associação direta entre o consumo do
produto e os quadros clínicos e anatomopatológicos observados, com a
identificação prévia de monocrotalina, substância do grupo dos alcaloides
pirrolizidínicos, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA).

 

Segundo a perita criminal Jana Kelly,
médica-veterinária que coordenou a perícia no local, a análise visa verificar a
existência de contaminantes capazes de comprometer a saúde animal. O exame
laboratorial buscará detectar a presença de substâncias tóxicas, além de
avaliar a composição e a integridade do produto armazenado.

 

“A coleta das amostras seguiu rigorosos
protocolos de cadeia de custódia, garantindo a adequada identificação e o
acondicionamento do material. Todo o conteúdo foi encaminhado ao Laboratório de
Química para análises específicas e detalhadas”, explicou a perita.

 

Além de Jana Kelly, a equipe pericial
foi composta pelos peritos criminais Marcelo Velez, Amanda Lemes e Vinicius
Rabelo, com o apoio do auxiliar de perícia André Lira. A conclusão do laudo
pericial depende agora dos resultados laboratoriais, que serão fundamentais
para o esclarecimento dos fatos e o fechamento do inquérito policial.

 

As perícias criminais foram
requisitadas após a instauração de um inquérito fundamentado na Nota Técnica nº
19/2025, expedida pelo MAPA. As mortes causaram um prejuízo milionário para os
proprietários e, além da esfera administrativa, a empresa poderá responder
criminalmente.

 

 

 


FONTE: Governo de Alagoas

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