
GOVERNO DE ALAGOAS – Uneal amplia acesso à cultura popular com catálogo eletrônico de museus
Obras de 262 artistas alagoanos agora podem ser apreciadas virtualmente em publicação gratuita
Catálogo eletrônico amplia o acesso às peças provenientes da arte popular do Sistema de Museus da Uneal
Suellen Oliveira/Ascom Uneal
Clau Soares / Ascom Uneal
As peças de arte popular dos três
museus da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) agora também podem ser
apreciadas eletronicamente, por meio do catálogo “Criações que nascem da
terra: catálogo de Arte Popular dos Museus da Uneal – Ilha do Ferro, Muquém e
Povos Indígenas”, publicado pela Editora GPHIAL.
Produções expostas fisicamente no
Espaço de Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos (Ilha do Ferro, Pão de
Açúcar/AL), Espaço de Memória Artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva (Campus V –
União dos Palmares/AL) e no Espaço de Memória Indígena Alagoana Geová José
Honório da Silva (Campus V-União dos Palmares/AL) ganharam registros que
ultrapassam suas localidades.
O catálogo eletrônico, organizado
pelos professores Jairo José Campos da Costa, José Minervino Neto e Dirceu
Ribeiro Dias, amplia o acesso às peças provenientes da arte popular do Sistema
de Museus da Uneal, além de preservar e valorizar as culturas representadas
pelas obras, sob a orientação da teoria da museologia social e da curadoria
compartilhada.
De acordo com o professor do Campus
V-União dos Palmares e responsável técnico do Sistema de Museus da Uneal, Jairo
José Campos da Costa, 967 obras integram a coleção da Uneal de arte popular em
exibição e na reserva técnica. Destas, 255 estão Museu da Ilha do Ferro; 457,
no Museu Muquém, e 255, no Museu dos Povos Indígenas.
“Preservamos a memória de três
setores da cultura alagoana extremamente importantes com a criação dos museus,
e entendemos que a construção desse acervo ao longo dos últimos dez anos
valoriza esse “ethos” criativo desses setores que foram silenciados
historicamente”, explica Jairo Campos.
No total, foram mapeados 262
artistas de todo o território alagoano. “Quando o artista é catalogado,
musealizado, naturalmente há um processo de valorização e reconhecimento do seu
saber sobretudo quando isso vem de uma universidade que tem a missão de exibir,
contexto no qual exercemos a missão de extensão e que gera também outros
conhecimentos, por meio do ensino, da escrita, da pesquisa”, destacou Jairo
Campos.
A curadoria compartilhada do acervo
teve ainda a contribuição da museóloga Carmen Lúcia Dantas, do doutor em Artes,
Paulo Gomes, do arquiteto Rafael Gomes de Almeida e do antropólogo José Adelson
Lopes Peixoto.
Os museus foram montados com
recursos da Uneal e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas
(Fapeal).
A publicação está disponível para
acesso on-line e gratuito em: https://www.gphial-uneal.com.br/c%C3%B3pia-a-presen%C3%A7a-ind%C3%ADgena-na-hist%C3%B3ri
FONTE: Governo de Alagoas









