Élio Sizenando pode até contestar a imprensa, mesmo sem razão

Elio Sizenando, técnico do Bugre – Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Por ARIOVALDO IZAC

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Segunda-feira com postagem dupla. Na anterior, repórter catarinense perguntou ao treinador Cauan de Almeida como explicar o time do Avai todo ‘bagunçado’?
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Que coragem, hein!

Click no texto e confira aquilo que rolou.

O tempo passa, dizia o saudoso narrador de futebol Fiori Gigliotti.

E por que a lembrança desse bordão imortal?

Pra citar que o treinador Élio Sizenando, do Guarani, tem toda liberdade para se manifestar, mesmo que o alvo seja atingir a imprensa.

Durante entrevista pós-empate do Guarani com a Itabaiana por 1 a 1, ele citou o comportamento do torcedor bugrino de vaiar jogadores em razão das críticas da imprensa em relação a um e outro.

Outrora contestava esse tipo de posição, mas hoje entendo que, mesmo com discordância, o espírito democrático lhe dá o direito de devolver críticas que recebe.

Portanto, discordância em quaisquer dos lados são cabíveis, embora também tenho entendimento que não cabe a escalação da equipe com três zagueiros em jogos como mandante.

LATERAIS NÃO CRIAM

Se o clube contasse com laterais que supostamente pudessem fazer diferença nos avanços ao ataque até se poderia abrir essa discussão de três zagueiros, mas não é o caso.

Como tenho citado repetidamente, o Guarani carece daquele meia com capacidade de infiltração na defesa adversária, de forma que possa abrir espaços para terminar as jogadas, ou servir parceiros de ataque em condições de conclui-las.

Sem atleta com essa característica, porque o meia João Paulo perdeu bastante desta dinâmica – pelo peso da idade – cabe ao treinador buscar alternativas com aquilo que dispõe no grupo.

HEBERT POR DENTRO

Guardadas as devidas proporções, não seria possível moldar o rápido atacante de beirada Hebert para executar a função antes atribuída ao meia-direita, como fazia com mais qualificação Edílson Capetinha, no Guarani?

Cabe repetir para não pairar dúvidas: guardadas as devidas proporções.

Desse elenco, Hebert é um dos raros que pode se valer da individualidade para infiltrações por dentro, com a vantagem de ter aptidão para arriscar finalização de média distância, como ocorreu contra o Volta Redonda.

Portanto, Sizenando, de minha parte o senhor pode continuar se manifestando.

Os espaços são iguais para manifestações, mesmo que haja discordância.


FONTE: Futebol Interior

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