GOVERNO DE ALAGOAS – Projeto Samu nas Escolas reduz trotes e ensina primeiros socorros a alunos do Jacintinho

Ação levou conhecimento sobre queimaduras, engasgos e choques elétricos, desmaio, além de conscientizar sobre os danos das ligações falsas

Arnaldo Santtos / Ascom Samu

Arnaldo Santtos / Ascom Samu

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou na última
sexta-feira (17) mais uma edição do Projeto Samu nas Escolas (PSE), desta vez
na Escola Municipal Arnon Afonso Farias de Mello, localizada na rua José Jorge
de Meli Gonçalves, no Conjunto Residencial José da Silva Peixoto, bairro do
Jacintinho, em Maceió.

 

A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Alagoas
(Ufal), Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Samu, tem como objetivo levar
noções de primeiros socorros a estudantes do ensino fundamental ao médio, além
de explicar o funcionamento do serviço e alertar sobre os prejuízos causados por
trotes.

 

Os temas são apresentados por acadêmicos de medicina e enfermagem,
previamente selecionados pela coordenação do PSE da Ufal.

 

Durante as apresentações, os alunos aprendem sobre os três tipos de
queimadura: primeiro grau (atinge apenas a epiderme, com vermelhidão e dor
local); segundo grau (atinge epiderme e derme, formando bolhas); e terceiro
grau (destrói todas as camadas da pele, podendo atingir tecidos profundos).

 

Sobre engasgos, os estudantes foram orientados a diferenciar o engasgo
parcial (a pessoa consegue tossir e respirar parcialmente) do engasgo total
(não há passagem de ar, a vítima não consegue tossir nem falar, exigindo
manobra imediata).

 

No caso de desmaio, foi ensinada a manobra de Heimlich para situações de
engasgo. Para choque elétrico, a orientação é jamais tocar a vítima
diretamente. Deve-se primeiro desligar o disjuntor ou a fonte de energia; se
não for possível, afastar a vítima usando material não condutor, como madeira
ou borracha; e, em seguida, acionar o Samu pelo 192.

 

PSE reduz índice de trotes

 

O coordenador geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, destacou que
o projeto tem contribuído efetivamente para a redução das ligações falsas. “O
PSE tem sido fundamental para a diminuição dos trotes. Conscientizar alunos do
ensino fundamental e médio é essencial para formá-los como cidadãos, pois eles
aprendem sobre a importância do Samu e os malefícios das ligações falsas”,
afirmou.

 

Com as ações do projeto, o índice de trotes caiu drasticamente, passando
de uma média de 45% para 21%, o que comprova a eficácia da iniciativa e amplia a
reflexão sobre cidadania. Segundo o artigo 266 do Código Penal Brasileiro,
passar trote é crime, podendo causar a morte de uma pessoa querida ao impedir
que uma ambulância chegue a tempo a uma emergência real.

 

Aprendizado que salva vidas

 

A diretora geral da Escola Municipal Arnon Afonso Farias de Mello,
Alessandra Viana de Oliveira, avaliou positivamente a ação. “Hoje foi um dia
muito especial e produtivo, porque os alunos puderam conhecer uma ambulância do
Samu, bem como a equipe de acadêmicos de medicina e enfermagem, que fizeram
oficinas maravilhosas acerca de primeiros socorros, e o mais importante, de
como agir em situações que podem ocorrer no dia a dia”, disse.

 

Alessandra acrescentou que os alunos tiveram noções sobre responsabilidade
e cuidado com o próximo, ou seja, noções de cidadania.

 

O aluno do 4º B Pedro Gomes dos Santos, de 10 anos, resumiu o sentimento
da turma: “Foi muito importante para mim, pois aprendi muitas coisas e que, se
acontecer algum acidente comigo ou com minha família, eu saberei o que fazer
para ajudar a salvar”.

 

Nova ação

 

A próxima ação do PSE será no dia 24 de abril, na Escola Municipal Maria
de Lourdes Bezerra Nunes, localizada na Avenida Dr. Waldemiro Alencar,
100, no bairro de Mangabeiras, em Maceió.

 

Escolas interessadas em receber o projeto podem entrar em contato com as
assistentes sociais Jordana Alves Silva ou Maria Lierge Batista pelo e-mail ssosamumaceio@gmail.com.
A iniciativa é gratuita e aberta a instituições de ensino públicas e privadas.


FONTE: Governo de Alagoas

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