
Se a Ponte Preta repetir o 2º tempo contra o Vila Nova, dá para encarar o Avaí ?
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 17 (AFI) – O pontepretano que acompanha comentários prévios sobre o seu clube, para o jogo contra o Avaí, no Estádio da Ressacada, a partir das 20h30 deste sábado, vai conferir sobre acertos ou não nas previsões.
Pelo atual cenário de a Ponte Preta estar na zona de rebaixamento desta Série B do Brasileiro, enquanto o Avaí ocupa a segunda colocação, a maioria escancara favoritismo ao clube catarinense, que vai jogar em seus domínios.
Apesar dos pesares, tem-se que reconhecer que o segundo tempo da Ponte Preta diante do Vila Nova foi de pressão ofensiva, com chances reais de pelo menos chegar ao empate.

AVAÍ POUPOU TITULARES
Claro que a vitória magra do Avaí sobre o Caxias, por 1 a 0, na quarta-feira passada, pela Copa Sul-Sudeste, no Estádio da Ressacada, não serve de parâmetro, pois, exceto o volante Zé Ricardo, os demais titulares foram poupados.
A rigor, quem assistiu essa partida questiona como o rápido atacante de beirada Sorriso é reserva desse time catarinense.
Quando entrou no segundo tempo contra o Sport, em Recife, foi dele o gol de empate por 2 a 2.
Diante do Caxias, deu assistência para o gol de Jemerson, além de ter finalizado bola que atingiu a trave da meta adversária.
Logo, na eventualidade que seja escalado, que desta vez o treinador pontepretano Rodrigo Santana tenha a devida leitura de jogo, para recomendar marcação mais rigorosa no setor.
Na realidade, isso não ocorreu diante do Vila Nova, quando o hábil atacante de beirada Ryan teve liberdade para criar e marcar o gol da vitória.
A melhora substancial de rendimento da Ponte Preta durante o segundo tempo, daquela partida, transforma em capítulo número um que para o treinador Rodrigo Santana consiga persuadir os seus jogadores sobre a possibilidade de se alcançar o objetivo, neste sábado.
Evidente que o seu clube pode até perder, mas, em última análise, que venda bem caro eventual derrota.

BANCO PARA ÉLVIS?
Outra coisa: até quando o treinador vai continuar ‘marrudo’ e insistindo na escalação do meia Élvis, pesado e sem a mobilidade exigida à competição?
Será que Santana tem plena autonomia para a escolha dos titulares?
Contra o Vila Nova ele precisou de meio tempo para a lógica constatação que havia colocado o seu time com dez jogadores, com a inclusão de Élvis.
Aí, no intervalo, ao perceber que o ‘caldo estava engrossando’, o substituiu.
Então, por que tamanha teimosia?
Seria por que apenas o colunista aqui ‘mexe nessa ferida’? Uma coisa foi a aplaudida contribuição do atleta ao clube no passado; outra coisa é ter a clara visão que a Série B exige mobilidade.
Assim, a equipe não pode ficar apenas na dependência de eventual lançamento dele, coisa que sabe fazer.
MANUTENÇÃO DE POTTKER?
E o caso dele?
Quando o treinador vai chegar à conclusão que o elenco dispõe de outras opções na intenção de melhor aproveitamento ofensivo?
Convencionando-se a insistência de mantê-lo na equipe, resta ao pontepretano aguardar que o atleta desminta todos nós e ajude o seu clube a alcançar a primeira vitória na competição.
FONTE: Futebol Interior


