GOVERNO DE ALAGOAS – Alagoas debate o papel dos arquivos como instrumentos de democracia e cidadania

Gestores, arquivistas e representantes da sociedade civil se reúnem durante a 1ª Conferência Estadual de Arquivos de Alagoas para contribuir na construção da Política Nacional de Arquivos

Foram eleitos 16 delegados que levarão as diretrizes estaduais para a etapa nacional em Brasília

Ascom Gabinete Civil

Manuelle Gouveia/ Ascom Gabinete Civil

Democracia e cidadania são inerentes à preservação arquivística. Com esse propósito, Alagoas realizou a 1ª Conferência Estadual de Arquivos, nesta quinta-feira (16), reunindo gestores, arquivistas e a sociedade civil no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Jaraguá. O encontro faz parte da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNArq) e consolidou propostas para a nova Política Nacional de Arquivos.

O evento, promovido pelo Arquivo Público de Alagoas (APA), debateu temas que variaram do marco legal à transparência pública. Representando o secretário-chefe do Gabinete Civil, Felipe Cordeiro, a chefe de gabinete, Elen Oliveira, expressou a importância da preservação da memória. “A realização desta 1ª Conferência como contribuição da nova política é histórica e simbólica para o Governo de Alagoas. A data marca os 65 anos de instituição do Arquivo Público do Estado, que conta com o grandioso trabalho das pessoas que se dedicam a guardar e preservar a memória”, celebrou. Segundo a superintendente do APA, Wilma Nóbrega, a preservação documental é fundamental para a transparência administrativa, o controle social, a garantia de direitos e a consolidação democrática. “O cidadão encontra nos arquivos um acervo que reúne a memória documental nos aspectos social, cultural e político, permitindo o livre acesso a esses registros”, afirmou.

Para estimular o pensamento crítico, o professor da pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Daniel Flores, iniciou a conferência com a palestra “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”. “Nossa ideia é refletir sobre o contexto regional, do Nordeste e de Alagoas, identificando potencialidades e debilidades para apresentar propostas que atendam às demandas dos nossos arquivos”, explicou.

O chefe substituto do escritório Regional Nordeste do Arquivo Público Nacional, Isaías Santana, acompanhou o evento e destacou a importância da participação social. “As pessoas precisam entender que, ao construirmos memória e história, a sociedade deve estar presente para garantir que o que lhe diz respeito seja preservado”, ressaltou.

Ao longo do dia, os participantes debateram seis eixos temáticos voltados ao fortalecimento da gestão documental como instrumento de garantia de direitos: “Marco Legal, Governança Arquivística e Perspectivas para uma Política”; “Gestão de Documentos como Infraestrutura Democrática”; “Preservação e Patrimônio Arquivístico”; “Acesso, Transparência, Inclusão e Promoção da Cidadania”; “Condições de Trabalho nos Arquivos, Ensino e Pesquisa em Arquivologia”; e “Arquivos Privados e Comunitários, Pluralidade da Memória e Interesse Público e Social”.

O historiador e paleógrafo Jafther Nohan participou do primeiro eixo e ressaltou a relevância do encontro para profissionais e cidadãos. “A conferência nos permite vislumbrar um futuro melhor para o resguardo da memória do povo alagoano e para a acessibilidade a essas informações”, pontuou.

Após debates e votação, foram eleitos 16 delegados que levarão as diretrizes estaduais para a etapa nacional em Brasília, prevista para maio de 2026. São eles: Wilma Nóbrega, Laís de Oliveira, Gian Carlo, Suliane Leal, Edvanio Duarte, Mariana Marques, Fabiana Mariano, Tarcyelma Lira, Karen Rosa, Nestor Alves, Josias Lima, Alessandro Honorato, Sandreany Alves, Maria Cristina Nascimento, Oseas Batista e Marcelo Góes. 

A 1ª Conferência Estadual de Arquivos é uma realização do Arquivo Público de Alagoas (APA), órgão vinculado ao Gabinete Civil do Estado de Alagoas, em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de Alagoas, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) e a Prefeitura de São José da Laje.


FONTE: Governo de Alagoas

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