
entenda papel da Choquei em esquema investigado pela PF
Raphael Sousa Oliveira (foto de destaque), criador da página de fofoca Choquei, preso nesta quarta-feira (15/4) na Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, atuava como operador de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavar R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a Polícia Federal (PF), Raphael recebeu altos valores diretamente de MC Ryan, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior, também alvos da operação desta quarta. A função do influenciador consistiria em divulgar conteúdos favoráveis ao funkeiro e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às investigações.
Na operação, foram presos os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo. O influenciador Chrys Dias também figura com um dos alvos da investigação.
Segundo a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos. As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedido pela 5ª Vara Federal em Santos.
- De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 1,6 bilhão. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação. O MC Poze do Rodo também foi preso.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista, e são cumpridas em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
Também foram determinadas medidas para bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro e preservar valores.
O que diz Ryan
Em nota, a defesa do MC Ryan informou que ainda não teve acesso ao procedimento, que ocorre em sigilo, e que por isso não irá se manifestar sobre os fatos. Porém, ressaltou a integridade do cantor e de suas movimentações financeiras.
“Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”, diz o texto.
O Metrópoles entrou em contato com a página Choquei e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
FONTE: Metrópoles













