
ALAGOAS – IML de Maceió realiza sepultamento de mais de 67% dos corpos não reclamados, aliviando a superlotação da unidade funerária.
O chefe do setor de Antropologia Forense do IML, o perito médico legista Eduardo Nysiama, explicou que essa redução foi possível graças a duas ações principais. Uma delas foi a realização de exumações administrativas no cemitério Divina Pastora, que historicamente recebia os corpos provenientes do IML de Maceió. A outra ação foi a disponibilização de vagas em cidades do interior do estado, através do apoio da Defensoria Pública de Alagoas.
Nysiama destacou que a maioria das vagas foram abertas após as exumações no cemitério Divina Pastora. Durante esse processo, a equipe do IML trabalhou em parceria com o setor administrativo e os coveiros da necrópole para localizar os túmulos, retirar as ossadas, identificar suas origens e destinar os restos mortais para o ossuário, abrindo espaço para novos sepultamentos.
Além disso, outra medida importante foi a negociação com representantes de mais de 20 prefeituras, realizada pela Defensoria Pública Estadual, para estabelecer um fluxo eficaz para o sepultamento de cadáveres provenientes desses municípios. Com isso, foram realizados sepultamentos em diversas cidades do interior, totalizando 87 corpos sepultados nos últimos meses.
Atualmente, o IML de Maceió enfrenta um desafio em relação ao fluxo diário de novas entradas de corpos, com cerca de 60 corpos aguardando sepultamento. A superlotação na unidade pode comprometer o funcionamento adequado dos sistemas de refrigeração, aumentando o risco de falhas técnicas e colocando em risco a saúde dos servidores e demais funcionários do instituto. Medidas estão sendo tomadas para solucionar essa questão e garantir o correto funcionamento do IML de Maceió.









