
Tradição familiar: idosa é enterrada com litro de cerveja no caixão em festejo após velório no Rio de Janeiro
O velório, realizado no início de novembro no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, foi mais do que uma despedida fúnebre. Mesas, cadeiras, garrafas de cerveja e até um jogo do Flamengo na televisão tornaram o ambiente mais parecido com um encontro de bar do que com um velório tradicional.
Dayane Laurentino, sobrinha de Aida e especialista em alongamentos de unha, foi responsável por compartilhar a história da família nas redes sociais. Através de sua conta no TikTok, ela divulgou imagens do encontro após o velório, que alcançaram mais de 900 mil visualizações.
A tradição dos Laurentino é clara: todos os mortos da família são enterrados em Inhaúma, independentemente de onde tenham morado. O ritual inclui beber no bar antes do velório, acompanhar o cortejo até a sepultura e depois retornar para o bar. No caso de Aida, a família só deixou o local após o anoitecer, em um evento que misturou tristeza e alegria.
Segundo Dayane, a sobrinha de Aida, a família respeita a tradição com bastante seriedade. O bar onde ocorrem as celebrações já é conhecido pelos parentes, que brindam em memória dos entes queridos. A tradição inclui até mesmo canções nos velórios e a divisão da herança, realizada sete dias após a morte do parente.
Apesar da descontração e do tom jocoso, a família reconhece a importância de celebrar a vida dos entes queridos mesmo após a sua partida. Para Dayane, manter a tradição dos enterros festivos é uma forma de honrar a memória daqueles que partiram, mantendo viva a alegria e o espírito de união que sempre marcaram a família Laurentino.









