
BRASIL – Justiça paulista determina soltura de suspeitos de envolvimento na execução de delator no Aeroporto de Guarulhos por prisões ilegais.
Os suspeitos foram apresentados em audiência de custódia, que resultou na liberação. Eles haviam sido detidos por possuírem armas de fogo, e não pelo suposto homicídio no aeroporto. Segundo a SSP, a ação dos atiradores resultou na morte de Gritzbach e de um motorista de aplicativo que estava no local.
Além dos dois liberados, um terceiro suspeito foi detido e passará por audiência de custódia para avaliar a legalidade da prisão. As investigações continuam sob sigilo, com a apreensão de munições e aparelhos celulares que serão periciados. Os suspeitos foram ouvidos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista.
O assassinato de Gritzbach ocorreu após o delator fazer um acordo de delação com o Ministério Público em março de 2024. O conteúdo da delação é sigiloso, mas Gritzbach denunciou policiais civis por extorsão e um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao grupo criminoso PCC. O MP encaminhou trechos da delação à Corregedoria da Polícia e, oito dias após ser ouvido, Gritzbach foi morto.
Com a liberação dos suspeitos, as investigações sobre o assassinato no Aeroporto Internacional de Guarulhos seguem em andamento, enquanto a Justiça avalia a legalidade das prisões realizadas no último sábado pela polícia de São Paulo.


