
BRASIL – Inadimplência dos consumidores alcança novo recorde em novembro, com 29,4% das famílias em atraso e 12,9% sem condições de quitar dívidas
O endividamento do consumidor também registrou um aumento em novembro, alcançando 77% do total, comparado aos 76,6% do mesmo mês em 2023. Esse aumento foi impulsionado pelo maior uso do crédito para as compras de fim de ano, o que indica uma gestão mais cautelosa do orçamento por parte das famílias. Em contrapartida, o percentual de consumidores que se consideram muito endividados apresentou uma queda para 15,2%, atingindo o menor patamar desde novembro de 2021.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressaltou a importância de prazos mais longos no planejamento financeiro familiar e destacou que os consumidores estão buscando equilíbrio nas dívidas. Segundo Tadros, o aumento sazonal do crédito era esperado neste período do ano, no entanto, o perfil mais equilibrado das dívidas reflete um uso mais consciente, com menor impacto na renda mensal.
As projeções da CNC indicam uma continuidade na evolução do endividamento em dezembro, devido às compras de Natal, mas apontam para uma estabilidade na inadimplência, devido ao comportamento das famílias diante do cenário de juros altos. O economista-chefe da CNC em exercício, Fábio Bentes, enfatizou que a recuperação do consumo depende de uma gestão responsável do crédito, mesmo com um leve aumento do endividamento.
A pesquisa ainda revelou que as famílias de menor renda foram as mais afetadas, com um aumento no endividamento para 81,1%, o maior índice entre todas as faixas. Enquanto as famílias com renda mais alta mostraram uma diminuição no endividamento, refletindo uma maior capacidade de planejamento financeiro e menor dependência de crédito. Em resumo, a pesquisa aponta para um cenário desafiador de inadimplência, mas com indícios de que as famílias estão buscando uma gestão mais consciente de suas finanças e uma maior estabilidade no endividamento.


