
BRASIL – Anistia Internacional acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza em relatório de quase 300 páginas, governo de Tel-Aviv nega acusações.
O genocídio é caracterizado pelo ato de destruir total ou parcialmente um grupo de pessoas com base em características como nacionalidade, etnia, raça ou religião. A diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, ressaltou que Israel agiu com clara intenção de destruir os palestinos de Gaza, cometendo atos como assassinatos, tortura e criação de condições de vida que visam a destruição do grupo.
O relatório examinou as ações de Israel entre outubro de 2023 e julho de 2024, além de entrevistar diversas testemunhas e vítimas palestinas, autoridades locais de Gaza e profissionais de saúde. Foram analisadas evidências visuais e digitais, incluindo imagens de satélite, além de declarações de autoridades israelenses.
Segundo a Anistia Internacional, a destruição e os danos causados em Gaza são sem precedentes no século 21, afetando cerca de 62% das residências na região. A organização destaca que as justificativas dadas por Israel para essas ações, como o combate ao Hamas, não são suficientes para explicar a escala de destruição e morte em Gaza.
Diante das acusações, os representantes de Israel afirmaram em Haia que há uma “distorção da realidade” por parte dos acusadores, defendendo-se das acusações de genocídio. Para Israel, a denúncia é uma difamação destinada a negar o direito legítimo de defesa contra o terrorismo. Entretanto, a Anistia Internacional reforça que não há justificativa para as ações de Israel e que as medidas tomadas pelo governo israelense demonstram claramente uma intenção de genocídio.


