
BRASIL – Brasil é certificado livre da elefantíase pela OMS, após esforço contra doenças tropicais negligenciadas.
O diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, ressaltou a importância do esforço coletivo para eliminar doenças como a filariose, destacando a relação entre saúde e pobreza. Ele enfatizou que os mais pobres são os mais afetados pelas doenças e que a eliminação delas é um imperativo ético e moral.
Barbosa também mencionou a necessidade de identificar e remover as barreiras que impedem o acesso das pessoas às inovações na área da saúde, como novos medicamentos, vacinas e formas de organização dos serviços de saúde.
Durante a cerimônia, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, refletiu sobre o impacto das desigualdades sociais nas doenças, ressaltando que a filariose linfática reflete as condições de pobreza. Ela afirmou que o certificado dedicado às pessoas afetadas pela doença simboliza um compromisso em resgatar uma dívida histórica de cuidado para com os mais vulneráveis.
A filariose linfática, causada pelo verme Wuchereria Bancrofti e transmitida pelo mosquito Culex quiquefasciatus, é uma das principais causas globais de incapacidade permanente. O Brasil se junta a outros 19 países e territórios certificados pela OMS como livres da doença, enquanto três na América permanecem endêmicos.
A OMS estabeleceu a meta de eliminar pelo menos 20 doenças tropicais negligenciadas até 2030, incluindo a filariose linfática. A estratégia consiste na administração de medicamentos preventivos em áreas de transmissão da doença, visando interromper a infecção e melhorar a saúde das populações afetadas.


