
BRASIL – Brasil mantém baixa média de casos da doença mpox em agosto de 2024, segundo Ministério da Saúde.
O diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, avaliou a situação epidemiológica da mpox no Brasil como “bastante modesta, embora não desprezível”. Ele ressaltou a atenção que o país vem dedicando ao controle da doença, mesmo com os números atualmente controlados.
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou um comitê de emergência para avaliar a situação da mpox na África, considerando o aumento de casos fora da República Democrática do Congo. A possibilidade de disseminação internacional da doença é uma preocupação, uma vez que houve uma mutação que permitiu a transmissão do vírus de pessoa para pessoa.
No Brasil, os números mostram que a população mais afetada pela mpox são os homens, com 91,3% dos casos concentrados no sexo masculino, sendo que a maioria dos homens diagnosticados tem entre 19 e 39 anos. Além disso, 45,9% dos casos confirmados ou prováveis declararam viver com HIV. Entre as mulheres, o número de casos é significativamente menor, com cerca de mil casos na faixa etária de adulto jovem.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde tem buscado estratégias para enfrentar a mpox, incluindo a importação de medicamentos como o Tecovirimat, com o objetivo de reduzir a mortalidade da doença. A realização de testes para a detecção precoce e o acompanhamento dos pacientes têm sido fundamentais para o controle da doença no Brasil. A expectativa é que, com a continuidade dessas ações, o país consiga manter os números de casos controlados e evitar uma situação de emergência em saúde pública.









