
BRASIL – Governo eleva previsão de déficit primário para 2024, mas contas federais podem encerrar o ano com resultado negativo de R$ 8 bilhões
Em uma entrevista coletiva, Ceron explicou que o empoçamento de gastos é um processo gerencial que não pode ser controlado formalmente, mas que ocorre naturalmente. No ano passado, o montante de recursos empoçados foi de aproximadamente R$ 20 bilhões. Os principais motivos para o empoçamento são problemas ligados às emendas parlamentares impositivas, dificuldades de gestão e de realização de licitações, e subvinculações que dificultam o remanejamento de verbas entre os ministérios.
A previsão de déficit primário para 2024, estabelecida no Relatório Bimestral de Receitas e Despesas enviado ao Congresso Nacional, representa o limite inferior da margem de tolerância definida pelo novo arcabouço fiscal. A meta é de déficit zero para o ano, com uma margem de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para mais ou para menos.
A equipe econômica do governo informou que as próximas revisões do relatório devem reduzir a previsão de déficit primário, mas ressaltou que o empoçamento não está diretamente relacionado a essa redução. As medidas aprovadas pelo Congresso Nacional para compensar a desoneração da folha de pagamento e o fim do prazo da liminar do Supremo Tribunal Federal que permitia a prorrogação do benefício são os principais fatores que devem contribuir para essa redução.









