
BRASIL – Economia brasileira em crescimento: consumo interno aquecido impulsiona alta de 0,3% em maio, revela Monitor do PIB da FGV
De acordo com Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o consumo das famílias foi um dos principais motores da atividade econômica em maio. A economista ressaltou que o consumo interno teve o maior índice de crescimento do ano, além de um aumento nos investimentos nesse período. No entanto, Trece salientou que a capacidade produtiva do país não acompanhou o ritmo da demanda interna, com a agropecuária sendo a única área com crescimento, enquanto a indústria e o setor de serviços permaneceram estáveis.
O desequilíbrio entre oferta e demanda pode gerar pressão inflacionária na economia. Embora o descasamento identificado em maio tenha sido considerado um evento pontual, a persistência desse padrão nos próximos meses pode indicar uma possível pressão da demanda sobre a capacidade produtiva, o que contribuiria para o aumento da inflação.
No trimestre móvel encerrado em maio, o consumo das famílias cresceu 4,6% em comparação com o mesmo período de 2023, impulsionado principalmente pelo consumo de serviços e produtos não duráveis. Contudo, o estudo da FGV apontou que essa expansão marca o término de um ciclo ascendente iniciado no início do ano, indicando uma desaceleração.
Além disso, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que reflete o nível de investimento, registrou um avanço de 4,5% no trimestre móvel em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Apesar do crescimento das exportações em 3,2%, houve uma desaceleração significativa nesse setor, especialmente devido às vendas negativas de produtos agropecuários para o mercado externo.
As importações, por sua vez, aumentaram em 10,3%, o que pode impactar negativamente o crescimento do PIB, uma vez que produtos importados substituem a produção nacional. A estimativa da FGV para o PIB brasileiro em maio foi de R$ 4,528 trilhões.
Esses dados preliminares divulgados pela FGV se aproximam do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que indicou um crescimento de 0,25% em maio. Os números oficiais do PIB são divulgados trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que a economia brasileira cresceu 2,5% no primeiro trimestre de 2024. O resultado do segundo trimestre será anunciado em 3 de setembro.









