BRASIL – PF identifica tentativa irregular de venda de joia saudita ofertada ao Brasil durante governo Bolsonaro, agravando situação de investigados.

A Polícia Federal (PF) descobriu mais um capítulo na saga de presentes irregulares oferecidos pelo governo saudita ao Brasil durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma operação conjunta com o departamento de investigação dos Estados Unidos, o FBI, uma nova joia foi identificada em uma loja onde outros presentes destinados à União foram registrados, levantando suspeitas sobre a possível venda do item.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, revelou em uma coletiva de imprensa na última terça-feira (11) que a descoberta dessa joia pode complicar a situação dos investigados, incluindo o ex-presidente Bolsonaro. A investigação apura um suposto esquema de desvio de joias oferecidas como presentes oficiais pela Arábia Saudita, seguido pela venda e ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

Rodrigues destacou que até o próximo mês, três investigações envolvendo Bolsonaro devem ser concluídas pela PF, incluindo as questões sobre as joias, os cartões de vacinas falsos e o ataque ocorrido em 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro, que sempre negou qualquer participação nos crimes investigados, atualmente se encontra inelegível até 2030 devido a uma condenação por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha presidencial de 2022.

Além disso, o diretor-geral da PF informou que cerca de 180 pessoas envolvidas nos ataques aos prédios dos Três Poderes em Brasília, ocorridos em janeiro de 2023, estão foragidas, com aproximadamente de 50 a 100 possivelmente refugiados na Argentina. A colaboração com a polícia argentina tem sido positiva, porém as prisões dependem de negociações entre as autoridades judiciárias dos dois países.

Com esses desdobramentos, a investigação dos presentes do governo saudita, as denúncias sobre os cartões de vacinas falsos e a rebelião de 8 de janeiro se tornam pontos cruciais na trajetória política e judicial do ex-presidente Bolsonaro, cujo futuro permanece incerto diante das evidências apresentadas pela PF.