
BRASIL – Caminhada do Silêncio pelas Vítimas da Ditadura Militar marca os 60 anos do golpe no Brasil em São Paulo neste domingo
O Instituto Vladimir Herzog, em parceria com o Movimento Vozes do Silêncio, o Núcleo de Preservação da Memória Política e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, é um dos organizadores do ato, que terá como ponto de partida o antigo Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), lugar emblemático de tortura e assassinato de opositores à ditadura. A concentração está marcada para as 16h e contará com a presença de diversas organizações, como a União Nacional dos Estudantes, a Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo, a Comissão Arns e a Anistia Internacional.
O objetivo da caminhada é manter viva a memória dos que foram vítimas da violência de estado durante o período autoritário, além de ressaltar a importância de discutir e refletir sobre esse passado sombrio para evitar a repetição de crimes contra a humanidade e a democracia. O coordenador do Instituto Vladimir Herzog, Lucas Barbosa, enfatiza a relevância de entender o passado para compreender e enfrentar os desafios do presente, como a violência policial nas periferias.
Barbosa ressalta que a impunidade foi um dos fatores que permitiram o golpe de 1964 no Brasil e que a falta de responsabilização no passado reflete diretamente nas violações de direitos humanos ainda presentes hoje. A Caminhada do Silêncio não apenas presta homenagem às vítimas do regime militar, mas também busca sensibilizar a sociedade sobre a importância de se manter vigilante contra quaisquer ameaças à democracia e aos direitos fundamentais dos cidadãos.
Portanto, a edição deste ano da Caminhada do Silêncio promete ser um momento de reflexão, resistência e memória, unindo diferentes setores da sociedade em prol da justiça e da paz.









