
BRASIL – Feminicídios em São Paulo atingem maior número desde 2018, aponta dados da Secretaria de Segurança Pública
O feminicídio é caracterizado como o assassinato de uma mulher motivado pela condição de gênero, seja por violência doméstica ou razões misóginas. Esses crimes podem ocorrer em diferentes locais, como ambientes privados ou até mesmo nas ruas. A Polícia Civil divulgou diversos casos chocantes, como o de uma mulher asfixiada com travesseiros em um hotel em Campinas, e o de uma mulher que não resistiu aos ferimentos após tentar defender sua ex-companheira de agressões em Barretos.
Diante do aumento alarmante dos casos, a SSP destacou que tem se dedicado a analisar a dinâmica desses crimes. De acordo com a secretaria, em 83,2% das ocorrências as vítimas já haviam sofrido violência doméstica anteriormente. Além disso, em 56,1% dos casos, a mulher tinha uma relação afetiva com o agressor, e em 39,3%, havia uma ligação familiar ou de amizade.
Diante dessas estatísticas preocupantes, a SSP anunciou a implementação de um projeto para que os agressores recebam tornozeleiras eletrônicas ao serem soltos nas audiências de custódia. A secretaria afirma que, desde setembro de 2023, 167 agressores foram monitorados 24 horas por dia através das tornozeleiras, e 74 deles estavam relacionados a casos de violência doméstica, dos quais 9 foram presos novamente por violarem a ordem de distância.
A preocupação com a segurança das mulheres e a busca por soluções efetivas para combater o feminicídio tem se tornado uma prioridade para as autoridades responsáveis pela segurança pública no estado de São Paulo. A implementação de medidas como o monitoramento eletrônico de agressores pode se mostrar uma ferramenta crucial na proteção das vítimas e na prevenção desses crimes tão violentos e devastadores.









