
BRASIL – Presidente Lula defende novo modelo de financiamento climático e critica instituições como FMI e Banco Mundial na COP28.
O presidente também discursou sobre as desigualdades de representatividade no Conselho do Fundo Global para o Meio Ambiente, apontando que países em desenvolvimento são obrigados a dividir uma única cadeira, enquanto vários países desenvolvidos ocupam cada um o seu próprio assento. Além disso, Lula destacou que os quatro maiores fundos ambientais possuem um saldo de mais de U$S 10 bilhões, mas que os países pobres não conseguem acessá-los por barreiras burocráticas.
Por fim, Lula fez um apelo em relação às guerras na Ucrânia e na Palestina, pedindo medidas dos responsáveis pelos conflitos para que encerrem as batalhas. Ele classificou a ação de Israel na Faixa de Gaza como genocídio e solicitou que as partes se sentem em uma mesa de negociação. Lula também fez um apelo para que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, dedique esforços para chegar a um acordo nessa guerra e defendeu mudanças no Conselho de Segurança da ONU.
Na COP28, foi criado um Fundo de Perdas e Danos para financiar as medidas de compensação ambiental para os países mais vulneráveis. O Fundo já recebeu recursos que somam US$ 420 milhões de doações voluntárias e será administrado pelo Banco Mundial, o que tem despertado dúvidas de organizações ambientalistas sobre como será organizado o acesso a esses recursos.
Lula participou do evento organizado pelo G77 + China, um grupo formado por 134 países da Ásia, África e América Latina, que serve como contraponto ao G7. O presidente enfatizou a importância de debates sobre a falta de representatividade e a necessidade de reforma do Banco Mundial e do FMI, reforçando a importância de buscar mais justiça e igualdade nos processos de financiamento climático e ambiental, garantindo o acesso a recursos para os países em desenvolvimento.









