BRASIL – Animaparque: Estúdio-escola de animação é inaugurado em Cataguases, Minas Gerais, e promete impulsionar mercado audiovisual na região.

Cataguases, Minas Gerais, agora abriga um estúdio-escola dedicado ao ensino e à produção de animações. O Animaparque, parte do Polo Audiovisual da Zona da Mata Mineira, foi inaugurado na última quinta-feira e ocupará uma área de 10 mil metros quadrados. A iniciativa é gerenciada pela Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual (Apolo) com o apoio do Grupo Energisa.

O espaço foi projetado para abrigar áreas de produção e pós-produção de audiovisual, estúdios, laboratório multimídia, áudio e trilhas sonoras, ateliês técnicos de cenografia, arte e figurino, camarins, sala de direção e base de produção. O diretor-presidente da Apolo, Cesar Piva, comentou: “De 2010 para cá, o Brasil virou uma grande referência na produção de filmes de animação no mundo. Vários filmes nacionais ganharam repercussão no mundo, como O Menino e o Mundo e Amor e Fúria”.

Piva destacou a importância de expandir a atuação da região no setor de animação, que possui um grande impacto global. Ele enfatizou que a primeira animação a ser produzida no Animaparque será O Pinguim Tupiniquim, baseada no livro homônimo da autora Índigo, e também mencionou a produção A Marcha dos Girassóis, ambas previstas para gerar 100 postos de trabalho.

Além disso, o Animaparque também está oferecendo o curso de graduação de tecnologias em cinema e animação, da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg). A instituição já possui 60 alunos e dez professores ocupando as salas de aula e laboratórios do Animaparque, e está se preparando para selecionar mais 30 alunos para o próximo semestre.

Para a coordenadora de Investimento Social do Grupo Energisa, Delânia Azevedo, o grande diferencial do Animaparque é a interiorização da produção de animação no país e a promoção do desenvolvimento sustentável através da cultura.

No entanto, Piva ressaltou que projetos de animação têm prazos mais longos que outros tipos de produções audiovisuais. Um longa-metragem, por exemplo, pode levar mais de dois anos para ficar pronto, garantindo empregos por mais tempo. Isso é uma notícia promissora para a indústria local, que será impactada positivamente pela chegada do Animaparque.