
Novos tremores de terra são denunciados pelos moradores próximos à unidade da Braskem em Mutange, Maceió
A unidade da Braskem, empresa responsável pela exploração de sal-gema na região, confirmou que suspendeu temporariamente algumas atividades próximas ao antigo Hospital José Lopes. No entanto, a empresa minimizou a situação, explicando que a medida foi adotada para evitar interferências no trabalho de coleta de dados microssísmicos na região.
A justificativa da Braskem levantou questionamentos e aumentou a apreensão dos moradores, que exigem esclarecimentos sobre a segurança das estruturas e os possíveis impactos dos tremores no solo. A situação é delicada devido aos antecedentes que envolvem a empresa, como o desastre ambiental ocorrido em 2019, quando a atividade de mineração da Braskem causou o afundamento de bairros inteiros em Maceió.
A Braskem assegurou que os dados do sistema de monitoramento estão disponíveis em tempo real para a Defesa Civil de Maceió e são rotineiramente coletados e avaliados com o apoio de especialistas. No entanto, a comunidade permanece cética diante das informações fornecidas pela empresa, destacando a necessidade de uma fiscalização rigorosa por parte das autoridades competentes.
A questão dos tremores de terra no bairro do Mutange é uma preocupação constante para os moradores, que exigem transparência por parte da Braskem e das autoridades. A segurança da população e a preservação do meio ambiente são temas sensíveis e que demandam medidas efetivas para evitar novos desastres. A comunidade aguarda respostas concretas e ações preventivas para garantir a tranquilidade e o bem-estar de todos que residem na região afetada.









