BRASIL – Operação Maré devolve piscina à comunidade em incursão com uso de tecnologia e prejuízo de R$ 15 milhões para facções criminosas

A cidade do Rio de Janeiro está enfrentando mais uma etapa da Operação Maré. Nesta terça-feira, as forças estaduais de segurança iniciaram a segunda fase da operação, que está sendo realizada em oito comunidades do complexo de favelas, além da Cidade de Deus. O objetivo é combater a ação dos criminosos nessas regiões e recuperar o controle do Estado.

A Operação Maré é a maior já realizada no Rio de Janeiro com o uso de tecnologia, aliada à inteligência e investigação. Cerca de mil agentes das forças estaduais de segurança estão envolvidos nessa ação, que conta com equipamentos como drones com câmeras que fazem mapeamento de áreas em 3D e uma câmera com zoom de longo alcance. Esses dispositivos têm capacidade de reconhecimento facial e identificação de placas de veículos, o que facilita o trabalho dos agentes.

No primeiro dia da operação, as forças de segurança já obtiveram resultados significativos. O governo estadual estima que as facções criminosas tiveram um prejuízo de pelo menos R$ 15 milhões. Essa ação é fundamental para enfraquecer o poder dessas organizações que atuam no tráfico de drogas e armas, controlam territórios e possuem conexões nacionais e internacionais.

O governador Cláudio Castro destacou a importância dessa operação e ressaltou que as forças de segurança não recuarão diante das máfias criminosas. Ele enfatizou que esses grupos representam uma séria ameaça para a sociedade, utilizando armas de guerra, controlando territórios e ampliando seus poderes. O objetivo é acabar com a atuação dessas organizações criminosas e trazer a paz de volta para a cidade.

Toda a operação está sendo monitorada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde são recebidas as imagens dos drones e câmeras operacionais utilizadas pelos policiais. Os secretários de Polícia Militar, Polícia Civil e do Gabinete de Segurança Institucional também estão acompanhando a operação de forma interativa, monitorando em tempo real o posicionamento dos agentes nos territórios.

Além do aparato tecnológico, ações complementares estão sendo realizadas para garantir o sucesso da operação. Aeronaves e blindados das polícias militar e civil estão apoiando a ação das forças de segurança. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária também está trabalhando para bloquear o sinal de celulares nos presídios e realizar varreduras para encontrar esconderijos improvisados por presos.

No primeiro dia da operação, foram apreendidos 58 celulares nos presídios de Bangu 3 e 4. Essas ações têm como objetivo impedir a comunicação dos criminosos de dentro das prisões, dificultando o controle das atividades ilegais. A Operação Maré segue em curso e espera-se que traga resultados significativos para a segurança do Rio de Janeiro.