BRASIL – “Dólar tem forte queda e se aproxima de R$5,10, enquanto bolsa de valores sobe e atinge 117 mil pontos”

O mercado financeiro teve um dia de alívio nesta terça-feira, com o dólar fechando em queda e a bolsa de valores em alta. Os juros de longo prazo dos títulos do Tesouro norte-americano apresentaram uma melhoria, o que contribuiu para melhorar o clima no mercado.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,056, registrando uma forte queda de R$ 0,074 (-1,44%). Essa é a segunda vez no mês em que a moeda norte-americana fica abaixo de R$ 5,10. A cotação operou em queda durante todo o dia e fechou próxima da mínima do dia. Com esse desempenho, o dólar está no menor valor desde setembro.

Já a bolsa de valores teve sua terceira alta consecutiva, com o índice Ibovespa fechando aos 117.737 pontos, registrando uma alta de 1,37%. Esse é o maior nível desde setembro e a valorização foi impulsionada pelas ações de petroleiras, mineradoras e varejistas.

Fatores externos foram responsáveis por trazer alívio ao mercado financeiro. Nos Estados Unidos, as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano caíram, após terem atingido os maiores níveis desde 2007 na semana passada. Embora a economia norte-americana esteja aquecendo, a expectativa é de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) promova apenas uma alta leve antes do fim do ano, sem grandes elevações.

No cenário interno, a melhoria da estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento da economia brasileira também animou os investidores. O FMI elevou para 3,1% a projeção de crescimento para este ano. Apesar da guerra entre Israel e o grupo Hamás trazer tensões para a geopolítica mundial, os investidores acreditam que eventuais efeitos sobre a economia só se manifestarão caso o conflito se prolongue.

É importante ressaltar que a Agência Brasil está divulgando matérias sobre o fechamento do mercado financeiro apenas em ocasiões extraordinárias, não informando mais a cotação do dólar e o nível da bolsa de valores diariamente.

*Com informações da Reuters.