BRASIL – Brasil facilita ingresso de cães e gatos de repatriados e refugiados vindos de conflito entre Israel e Hamas.

Os brasileiros que estão sendo repatriados devido ao conflito entre Israel e o Hamas receberam uma medida do Ministério da Agricultura e Pecuária que permitirá que tragam seus cães e gatos de estimação sem a necessidade de apresentar o Certificado Veterinário Internacional (CVI). Essa exigência usualmente é aplicada quando se trata de pets vindo de outros países. A intenção dessa medida é facilitar a entrada desses animais no território brasileiro, acompanhando os cidadãos repatriados e refugiados. A mesma regra já havia sido aplicada para os repatriados da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Essa alteração nas regras significa que não será mais necessário apresentar o CVI emitido pelas autoridades veterinárias dos países de origem dos animais, nem qualquer outra certificação sanitária ou atestado de vacinação no momento do ingresso no país. No entanto, os passageiros serão orientados pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) sobre os procedimentos sanitários a serem seguidos em relação aos seus animais de estimação.

Além disso, cães e gatos de cidadãos repatriados e refugiados que estejam transitando pelo Brasil com destino a outros países também estarão liberados de apresentar documentações sanitárias.

Vale ressaltar que essa mudança nas regras só é aplicável aos animais de estimação que estão sendo trazidos ao Brasil devido aos conflitos em Israel. Em outras situações, a entrada de animais de estimação no país deve ser feita de maneira regular, com a apresentação do CVI ou do passaporte reconhecido pelo Ministério da Agricultura emitido pela Autoridade Veterinária do país de origem, seguindo os requisitos sanitários do Brasil.

É importante também destacar que os passaportes oficiais para animais de estimação são aceitos apenas pelos países que têm reciprocidade com o Brasil em relação ao Passaporte Brasileiro de Animais de Estimação.

Essa medida visa facilitar o retorno dos brasileiros repatriados e dos refugiados estrangeiros, bem como garantir o bem-estar de seus animais de estimação durante esse processo de retorno ao país. A flexibilização das exigências sanitárias torna o processo mais ágil e menos burocrático, evitando transtornos adicionais para essas pessoas em um momento já difícil. O Ministério da Agricultura e Pecuária reforça que as demais situações seguem as regras habituais e os devidos protocolos de segurança sanitária devem ser seguidos.