NOVO PC FARIAS DE COLLOR: Luiz Amorim tenta enganar Justiça com golpe milionário

A preocupante crise em que se encontra a Organização Arnon de Mello (OAM), grupo de comunicação do senador de Alagoas Fernando Collor (Pros), ganhou um pitoresco novo capítulo.

Luiz Amorim, diretor-executivo do grupo e testa de ferro do ex-presidente na Operação Lava Jato, entrou na Justiça do Trabalho para receber uma bolada de R$ 1.1 milhão dos cofres da TV Gazeta. Ele recebe um salário de mais de R$ 33 mil/mês da emissora.

No processo, Luiz Amorim – que, assim como Collor, também é réu numa Ação Penal no STF, exige a homologação de acordo extrajudicial para pagar a si mesmo, já que na condição de diretor-executivo da OAM cabe a ele próprio executar a decisão judicial movida em seu benefício.

E do outro lado estão os jornalistas demitidos no ano passado que, até o momento, não receberam seus direitos trabalhistas. Mas, a juíza do Trabalho Lúcia Costa Lima, titular da 8ª Vara do Trabalho de Maceió, rejeitou o pedido de homologação de acordo extrajudicial.

Na decisão, a magistrada fez questão de deixar registrado os recorrentes descumprimentos de ordens judiciais perpetrados pelo grupo de comunicação do senador Fernando Collor, que em novembro do ano passado demitiu mais de 40 profissionais do jornal Gazeta de Alagoas e até hoje não honrou um acordo trabalhista sequer.

“Ora, se a empresa requerente [TV Gazeta] dispõe dessa elevada quantia para pagamento do presente acordo extrajudicial, ainda que de forma parcelada, cujo ‘acordante obreiro’ é nada mais nada menos que o Administrador não sócio da Sociedade [Luiz Amorim], como revela o contrato social acostado, ‘diretor geral da empresa e organizações, com remuneração mensal na folha de pagamento no valor de R$ 33.060,84’, conforme consta na petição de acordo, não se justifica que tenha descumprido os acordos antes celebrados, em valores bem inferiores”, pontua a juíza.

Lúcia Costa Lima reforça ainda que a TV Gazeta é parte em inúmeros processos em trâmite na Justiça do Trabalho, e que ao consultar algumas dessas ações verifica-se que a empresa não está honrando os acordos firmados, ou parte deles, e, por isso, está sendo executada, ou a execução está em vias de ser iniciada, ‘como se observa, por exemplo, nos processos nº 699-21.2017, 1131-40.2017, 1162-60/2017, 1382-58/2017, 852-20.2018, 1072-18-2018, 13-58/2019 etc’.

Além de perder a ação, Luiz Amorim ainda conseguiu o feito de impor um prejuízo de R$ 20.336,95 à TV Gazeta, já que a emissora administrada por ele, também como parte no pedido de homologação, foi condenada a pagar esse valor em custas processuais.

Amorim é apontado como testa de ferro de Collor pela Procuradoria Geral da República (PGR): o diretor executivo da OAM ajudou o senador a lavar o dinheiro desviado da subsidiária da Petrobras usando as empresas de comunicação de Collor, em especial a TV Gazeta – a mesma que agora ele tenta arrancar mais de R$ 1 milhão em supostos créditos trabalhistas.

Desde que o caso estourou, a relação entre os dois azedou de vez, mas, na condição de ‘arquivo vivo’ de Collor, numa espécie de novo PC Farias, Amorim segue no comando das empresas recebendo um salário mensal de mais de R$ 33 mil.

4 Comentários

  1. Vocês não desistem de tomar na cara com essa ridícula perseguição ao Presidente Collor, o mais eficiente mandatário desse país. Pagam mico a 24 anos e não desistem, pô!

    1. É verdade, tenho pessoas que conheço que foram demitidas no ano passado e nem foram chamadas ainda pra negociar!

      1. Obrigado pelo comentário amiga Fátima. Os diretores dessa empresa não respeitam quem se dedicou muito por ela.

    2. Boa tarde Claudino. Me surpreende seu comentário defendendo esse cidadão que só envergonha o nosso estado. Tem muitos tipos de fãs, inclusive o seu tipinho.