
PINHEIRO: Laudo aponta extração de sal-gema como causa de instabilidade
De acordo com o relatório da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico do Brasil) divulgado na manhã desta quarta-feira (8) durante audiência pública, a extração de sal-gema é a causadora da instabilidade do solo nos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange, em Maceió.
O Serviço Geológico divulgou que o relatório é conclusivo e aponta que está ocorrendo a desestabilização das cavidades provenientes da extração de sal-gema, provocando um fenômeno chamado halocinese (movimentação do sal) e criando uma situação dinâmica com reativação de estruturas geológicas antigas, subsidência (afundamento) do terreno e deformações rúpteis na superfície (trincas no solo e nas edificações em parte dos bairros em estado de calamidade pública.
O assessor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Thales Queiroz Sampaio, apresentou o laudo técnico. Segundo ele, há 15 anos a região do Pinheiro vem sofrendo instabilidade no solo. Desde maio de 2017 o bairro vem se movimentando.
Inicialmente, duas possibilidades foram descartadas: características geotécnicas no bairro com ocupação desordenada. No caso da primeira, Thales informou que o Pinheiro não foi ocupado de forma ordenada, não tem saneamento básico e nem drenagem, mas nada disso explica o que está acontecendo lá.
“Não pode ser associada ao processo de subsidência, inclusive. O bairro assume um caráter importante devido aos fortes efeitos erosivos provocados pelo aumento e rapidez da infiltração de chuva”, explicou.
A outra hipótese descartada foi a extração de água subterrânea na região. Segundo o laudo, o Pinheiro nunca esteve em uma área crítica que pudesse ser considerada uma superexploração de água.
Confira o relatório na íntegra:


